Polícia

Polícia prende dois e resgata mais de 50 aves que seriam comercializadas ilegalmente na Bahia

Divulgação / PMBA
Durante a operação foram encontradas espécies como papa-capim, cardeal, tico-tico, trinca-ferro e canário-da-terra  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PMBA
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 06/12/2025, às 21h52



Dois homens foram detidos e 55 aves que seriam comercializadas de forma ilegal foram resgatadas na manhã deste sábado (6), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). 

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) realizava uma ação de fiscalização na região, quando efetuou o resgate. Durante a operação foram encontradas espécies como papa-capim, cardeal, tico-tico, trinca-ferro e canário-da-terra.

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Dois homens foram detidos e apresentados ao plantão policial da RMS para a tomada das medidas pertinentes. As aves foram encaminhadas ao Cetas, para os devidos cuidados.

MERCADO MILIONÁRIO

Em novembro, o Ministério Público da Bahia (MPBA) ofereceu denúncia contra Weber Sena de Oliveira, o ‘Paulista’, considerado o líder de uma organização criminosa que faz tráfico de aves silvestres e mais 23 integrantes da rede criminosa. Pualista foi preso em janeiro durante na BR-101, nas proximidades de Itabuna, sul da Bahia. Ele transportava de forma ilegal 135 pássaros. 

Conforme as investigações do Gaeco, apenas em seis meses, de fevereiro a agosto de 2023, foram movimentados quase R$ 500 mil nas contas de Ivonice Silva e Silva, companheira de ‘Paulista’. Ela é apontada como a operadora financeira da organização criminosa, responsável por receber os depósitos pela entrega das "encomendas", que chegavam a conter mais de mil pássaros de uma só vez, e de realizar os pagamentos aos fornecedores do sudeste e norte da Bahia e nordeste de Minas Gerais.

Os animais eram alojados em cativeiros provisórios de extrema precariedade e sem alimentação suficiente, onde as aves aguardavam por muitos dias a chegada de ‘Paulista’, responsável por colocá-las em veículos de passeio e caminhões para remetê-las, em sua maior parte, ao estado do Rio de Janeiro e a capital baiana.

A rota do tráfico de animais silvestres (do Sudeste da Bahia e nordeste de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro) foi identificada, por meio de estudo 31 manchas de calor que indicam a recorrência das apreensões oriundas do tráfico de, realizado por meio do projeto ‘Libertas’, da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).

Classificação Indicativa: Livre

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