Polícia

Entenda as prisões do caso de contaminação por HIV em pacientes transplantados

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PCRJ efetivou quatro mandados de prisão preventiva pela contaminação por HIV de seis pacientes transplantados  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 14/10/2024, às 16h02   Cadastrado por Cauan Borges



A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetivou 11 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva contra o laboratório responsável pela contaminação por HIV de seis pacientes transplantados. A operação foi realizada nesta segunda-feira (14).

O principal alvo é Walter Vieira, dono do PCS Lab Saleme, em Nova Iguaçu (RJ). A polícia pediu a prisão dele por considerar o risco de destruição de provas ou até de fuga. Ele foi preso durante a manhã. Walter e outro sócio do laboratório, seu filho Matheus Vieira, são parentes do deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), ex-secretário de Saúde do Rio.

“Não podemos esperar o trâmite no juízo natural sob pena de que as provas necessárias para elucidação dos crimes investigados sejam perdidas ou escondidas pelos autores neles envolvidos”, escreveu o delegado Wellington Pereira.

Os outros três mandados de prisão são contra funcionários do laboratório. Cleber de Oliveira Santos e Ivanildo Fernandes dos Santos teriam atuado no protocolo dos exames fraudados, que deram um falso comprovante de HIV negativo para pelo menos dois doadores de órgãos.

O quarto mandado de prisão é contra a funcionária Jacqueline Iris Barcellar de Assis. Ela assina os exames errados de HIV, mas com o número de inscrição de biomédicos de uma outra profissional.

A suspeita dos investigadores da polícia é que o caso dos testes de HIV de doadores não é uma exceção, trata-se de um esquema criminoso mais amplo para forjar laudos dentro do laboratório. 

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