Polícia
por Redação Bnews
Publicado em 18/08/2025, às 13h44 - Atualizado em 19/08/2025, às 10h28
Após três mulheres serem encontradas mortas na tarde do último sábado (16), em uma área de mata em Ilhéus, no sul do estado, a Polícia Civil segue na investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, foram coletadas imagens de 15 estabelecimentos que já estão sendo analisadas. Os comércios encontram-se próximos do local onde os corpos das vítimas foram encontrados.
"Foram coletadas imagens de diversos pontos de estabelecimentos comerciais e residências. Essas imagens vão contribuir para a elucidação desse crime", afirmou o delegado Hélder Carvalhal, titular do núcleo de Homicídios de Ilhéus.
As vítimas estavam desaparecidas desde sexta-feira (15), quando saíram para caminhar na Praia dos Milionários, acompanhadas de um cachorro. Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e Mariana Bastos da Silva, de 20, filha de Maria. Alexsandra e Maria Helena eram vizinhas e colegas de trabalho. Elas atuavam no atendimento profissional especializado do Centro de Referência à Inclusão, unidade da rede municipal.
Em fotos publicadas nas redes sociais, as amigas apareciam juntas em jantares e comemorações. Mariana tinha 20 anos e era universitária. O cachorro que aparece nas imagens, durante a caminhada das três mulheres na praia, pertencia a jovem.
De acordo com a polícia, ainda não há informações sobre a motivação do crime, nem sobre a autoria. Segundo o delegado Helder Carvalhal, a polícia não descarta nenhuma linha de investigação.
Falta de estrutura
Segundo informações do Blog do Gusmão, a Polícia Civil reclama também da falta de estrutura. Ilhéus não possui uma delegacia especializada em homicídios com mais estrutura, viaturas e mais agentes, com a possibilidade de ter até dois delegados.
A cidade possui apenas um núcleo, que é uma estrutura bem enxuta. Se comparado com a Delegacia Especial de Atenção à Mulher (DEAM) que tem 16 investigadores e duas delegadas, o núcleo de homicídios atualmente só tem seis agentes e duas viaturas.
Diante da falta de estrutura, o coordenador regional da Polícia Civil de Ilhéus, o delegado André Aragão, montou uma força tarefa para trabalhar exclusivamente neste caso. A força tarefa conseguiu reunir dois delegados, o delegado André Aragão e o delegado Elder Carvalhal, que é o chefe do núcleo de homicídios, além de dois escrivães e 10 agentes. A Polícia Civil de Ilhéus tem dificuldade para apurar casos de homicídio diante da falta de estrutura.
Em nota, o Delegado Helder Carvalhal, titular do Núcleo de Homicídios de Ilhéus, afirma que "a Polícia Civil da Bahia está empenhada na apuração do triplo homicídio ocorrido na cidade de Ilhéus no último dia 15 de agosto e já foi realizada a perícia de local, perícia de necropsia".
Afirmou ainda que "as equipes estão empenhadas na busca de elementos probatórios que possam ajudar na elucidação do crime. Diversas imagens de câmeras de segurança já foram coletadas e o delegado geral da Polícia Civil da Bahia determinou a criação de um grupo específico para apuração deste fato".
O delegado salientou que "as imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas de forma minuciosa, de forma criteriosa por uma equipe que foi destacada exclusivamente para a realização dessas análises e que "foram coletadas imagens de diversos pontos, de estabelecimentos comerciais, de residências, imagens que vão poder contribuir para a elucidação desse crime".
Diversas testemunhas também já foram ouvidas até o momento e a Polícia Civil continua empenhada na apuração deste fato, continua na oitiva de novas testemunhas que possam ajudar na elucidação deste crime. Até o momento a Polícia Civil não descarta nenhuma linha de investigação. O trabalho está sendo feito de forma técnica, de forma criteriosa, no sentido de elucidar o crime com a maior brevidade possível e dar uma resposta para a sociedade", finalizou em nota.
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