Polícia

Psicoterapeuta de Salvador acusado de assédio e estelionato quebra silêncio: “Sou totalmente inocente”

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Psicoterapeuta investigado pelo MP-BA nega acusações de abuso, assédio e estelionato e diz que é inocente  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 27/05/2026, às 09h17



O psicoterapeuta Jordan Campos se manifestou publicamente após a repercussão das investigações que o colocam no centro de denúncias graves investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Salvador. Em nota divulgada nesta quarta-feira (27), ele nega todas as acusações e afirma que os fatos ainda estão em fase inicial de apuração.

“Sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja”, disse.

Ele também sustenta que sua atuação profissional sempre seguiu o caminho oposto, dizendo que “luta contra exatamente isso”.

Defesa se apoia em investigações anteriores
Na nota, ele faz referência a um episódio semelhante ocorrido há quatro anos. Segundo ele, as acusações partiriam das mesmas pessoas e já teriam sido analisadas anteriormente.

Jordan afirma que o caso foi investigado por seis meses pelo Ministério Público do Trabalho e acabou arquivado por falta de provas. “A diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema”, pontua.

Ainda de acordo com o psicoterapeuta, a acusação de estelionato também já teria sido alvo de apuração policial. Ele diz que a denúncia surgiu a partir de um contrato questionado por uma das envolvidas, mas que a investigação concluiu pela inexistência de irregularidades.

“Não existe nenhum indício de estelionato e que tudo correu normalmente como pactuado em contrato”, escreveu. “Não existe nenhuma condenação”, completa.

Ao longo do texto, Jordan reforça que o caso atual ainda está em fase investigativa e critica julgamentos antecipados.

“O papel do Ministério Público é investigar, o papel da autoridade policial é cumprir e estamos ainda apenas na investigação. Não existe nenhuma condenação”, afirmou.

Ele também menciona a própria trajetória profissional, destacando duas décadas de atuação. “Eu cuido de pessoas há 20 anos”, escreveu, acrescentando que sua carreira foi construída de forma pública e acompanhada por milhares de pessoas.

Limitações e silêncio sobre detalhes
O psicoterapeuta afirma que, por orientação jurídica e respeito ao sigilo do processo, não irá detalhar os fatos neste momento. “Tudo será enfrentado tecnicamente, no local adequado, que é a Justiça”, disse.

Ele também relatou dificuldades de acesso às redes sociais após a apreensão de dispositivos eletrônicos durante a operação. Segundo Jordan, está sem conseguir acessar a conta oficial no Instagram por causa da autenticação em dois fatores.

Mensagem final e apoio
Na parte final da nota, o investigado agradece as mensagens de apoio recebidas e diz confiar no esclarecimento dos fatos. “Seguirei colaborando totalmente com a Justiça, exercendo meu direito de defesa e tendo absoluta certeza de que a verdade será plenamente esclarecida”, afirmou.

Íntegra da nota

"NOTA PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO
A PACIENTES, ALUNOS, SEGUIDORES E MÍDIA

Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais.

Sou o Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos.

Preciso já iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade eu luto contra exatamente isso.

Está é uma acusação que inclusive foi feita há 4 anos pelas mesmas pessoas atuais; fui investigado por 6 meses pelo Ministério Público do Trabalho; finalizando no arquivamento sob forte conclusão de que não houve nenhuma prova destas acusações de assédio, a diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema.

Agora, este mesma queixa que já foi arquivada vem diretamente do MP, acrescida da acusação de estelionato que se deve a um contrato firmado em que a pessoa discordou; deu queixa em delegacia e igualmente ao outro; a queixa e acusação foram arquivadas e concluso que não existe nenhum indício de estelionato e que tudo correu normalmente como pactuado em contrato. Conclusão está da investigação policial.

O papel do Ministério Público é investigar, o papel da autoridade policial é cumprir e estamos ainda apenas na investigação. Não existe nenhuma condenação.

Eu cuido de pessoas há 20 anos, fiz um caminho de muita dedicação em cada consulta, aula, evento. Repito que jamais, jamais realizei tais atos, o que já foi provado em outras instâncias como falei.

Minha trajetória sempre foi pública, aberta, conhecida e construída diante de milhares de pessoas ao longo dessas duas décadas.

Estou neste momento com problemas de acesso à minha conta oficial do Instagram devido a terem levado celular e notebook e eu não conseguir fazer a dupla autenticação. Mas estou resolvendo.

Neste momento, por respeito ao processo e às orientações jurídicas, não entrarei em detalhes sobre os fatos atuais que correm em sigilo. Tudo será enfrentado tecnicamente, no local adequado, que é a Justiça. Estou dando uma satisfação pública extremamente necessária.

Agradeço profundamente às milhares de pessoas que me conhecem há anos, que acompanham meu trabalho e têm enviado muitas mensagens de apoio, carinho e confiança.

Seguirei colaborando totalmente com a Justiça, exercendo meu direito de defesa e tendo absoluta certeza de que a verdade será plenamente esclarecida, como já foi.

E pode confiar que ao final disso tudo será plenamente esclarecido e provado.

Jordan Campos
TERAPEUTA | PROFESSOR | ESCRITOR | ESPOSO | PAI
27 DE MAIO DE 2026"

Classificação Indicativa: Livre

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