Polícia

Quadrilha que usava nome do PCC para aplicar golpes em homens que buscavam prostitutas online é alvo de operação

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Segundo a polícia, a quadrilha causou prejuízo de R$ 15 milhões em todo o Brasil  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 02/09/2025, às 08h47



Uma quadrilha que fingia integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta terça-feira (2). Segundo as investigações, o grupo usava o nome da maior facção criminosa do país para aplicar golpes de extorsão online, causando prejuízos milionários em todo o Brasil.

De acordo com a polícia, os principais alvos eram homens que acessavam sites de acompanhantes e de relacionamentos. As vítimas faziam contato com falsas garotas de programa e, em seguida, recebiam mensagens com dados pessoais sigilosos — como endereço, local de trabalho e nomes de familiares — obtidos por meio de invasões virtuais.

Inicialmente, os golpistas cobravam valores sob o pretexto de "tempo da acompanhante", mesmo sem que o encontro tivesse ocorrido. Se a vítima resistisse, os criminosos se apresentavam como membros do PCC e exigiam o chamado "valor da facção", enviando áudios e vídeos armados e ameaçando parentes das vítimas. Com medo, muitas pessoas cediam às cobranças e realizavam transferências.

Segundo a PCDF, apenas no Distrito Federal cerca de 250 pessoas foram enganadas, com prejuízo superior a R$ 1 milhão nos últimos cinco anos. No Brasil, estima-se que as perdas ultrapassem R$ 15 milhões, com atuação também em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Piauí.

A Operação Black Widow cumpre 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão contra integrantes da quadrilha em Montes Claros, Minas Gerais, onde a polícia acredita ser um dos principais polos do esquema.

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