Polícia
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 03/06/2026, às 16h08 - Atualizado às 16h11
A investigação sobre a denúncia de estupro envolvendo uma adolescente de 15 anos, que teria ocorrido dentro da Estação da Lapa do metrô de Salvador, sofreu uma reviravolta. A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca) recebeu, nesta terça-feira (2), os laudos periciais oficiais emitidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), que apontaram a ausência de vestígios de ato libidinoso ou de conjunção carnal na jovem.
Ou seja: de acordo com a perícia, não há evidências físicas de que tenha havido ato sexual ou violência contra a adolescente.
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O caso vinha sendo investigado desde que foi registrado, no dia 26 de maio.
No depoimento inicial à polícia, a adolescente afirmou que havia sido levada à força por homens para o interior de um dos banheiros da estação regulada, onde teria sido violentada, enquanto outros dois suspeitos permaneciam na porta do sanitário para vigiar a movimentação no local.
Além dos exames clínicos, o trabalho de inteligência policial cruzou dados com o monitoramento eletrônico do Centro de Controle Operacional do sistema de transporte. A Dercca realizou uma varredura completa nas imagens de câmeras de segurança fornecidas pelas concessionárias que administram o metrô de Salvador e o terminal da Lapa.
A análise técnica das gravações revelou que, ao contrário do que foi relatado no depoimento, a adolescente não foi vista acessando o banheiro apontado como o cenário dos supostos abusos sexuais no intervalo de tempo investigado.
Com o resultado dos laudos e a negativa das evidências visuais, o rumo das apurações foi modificado. No entanto, a Polícia Civil informou que o inquérito ainda não foi arquivado e segue na fase final de instrução.
Nos próximos dias, os delegados responsáveis vão conduzir novas oitivas com testemunhas e com a própria jovem para esclarecer as contradições encontradas entre o relato e as provas científicas.
O processo corre sob sigilo e adota os protocolos de proteção integral estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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