Polícia
Feito a base do extrato de haxixe, a “Maconha dos Playboys” está ganhando usuários nas baladas de elite, em São Paulo. A nova droga é produzida em laboratório, sendo mais potente que a maconha convencional. De acordo com a Polícia Civil, um cigarro deste entorpecente pode custar até R$ 500.
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Como se fosse delivery de comida, a “Maconha dos Playboys” é comercializada através de aplicativo e também nos grupos privados de WhatsApp, com as entregas sendo feitas por motoboys. Existem dois tipos desta droga produzida em laboratório.
🍁 Confira:
No começo do mês, a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) realizou uma operação que fechou um laboratório onde a droga era produzida em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
Um homem de 37 anos foi preso, além dele, outros dois suspeitos foram grampeados. Todos vão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e associação criminosa.
Esses traficantes se especializaram na fabricação em laboratório com componentes químicos de uma maconha mais potente voltada para um público elitizado. É uma droga gourmetizada e vem até com essência de sabor. Ela não é vendida em biqueira, só em grupos restritos de WhatsApp e em aplicativos”, revelou Estevão Castro, delegado responsável pelo caso na Dise, em entrevista ao site UOL.
A alta potência da “Maconha dos Playboys” é devido a alta concentração de THC, que provoca um efeito prolongado da nova droga. Essa substância psicoativa está presente na cannabis.
A pedido do UOL, um levantamento feito pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), apontou que houve apenas nove apreensões maconha do tipo "dry", desde 2022. Já o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), responsável pelas operações, informou que cinco delas foram registradas em 2023.
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