Polícia
A apreensão de R$ 4 milhões em espécie na cidade de Boa Vista, em Roraima, colocou dois nomes no centro de uma investigação da Polícia Federal. De um lado, está o empresário Luiz Brito, conhecido no setor da construção civil do estado.
Do outro, o policial militar aposentado José Bertoldo Peres Júnior, que acompanhava o empresário no momento em que os dois foram abordados pelos agentes. O caso aconteceu na sexta-feira (4), depois que Brito realizou o saque milionário em uma agência bancária.
O empresário foi conduzido à sede da PF para prestar esclarecimentos, mas acabou liberado. Os R$ 4 milhões e o celular dele, no entanto, foram apreendidos e permanecem à disposição dos investigadores.
Uma das hipóteses apuradas pelos federais — que ainda tentam esclarecer a origem e o destino do dinheiro — é de que as cifras pudessem ser destinadas ao financiamento da campanha de uma deputada federal que disputa uma vaga no Senado.

Luiz Brito construiu sua trajetória empresarial no setor de infraestrutura em Roraima. Natural do Piauí, ele chegou a Boa Vista em 1988, aos 27 anos, e começou a trabalhar em uma empreiteira que atuava em obras na BR-174. Pouco tempo depois, decidiu abrir o próprio negócio e fundou a LB Construções.
Atualmente, segundo informações divulgadas pela própria companhia, o grupo trabalha com terraplanagem, pavimentação, concreto usinado, locação de máquinas e equipamentos.
Brito também possui formação na área de engenharia e pós-graduação em engenharia ambiental. Ele chegou a ser apresentado como presidente do Sindicato da Indústria de Construção de Estradas, Terraplanagem e Obras de Roraima, além de participar de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do estado.
Apesar da dimensão do valor transportado, o empresário afirmou à Polícia Federal que os R$ 4 milhões seriam utilizados para a compra e investimentos em terrenos. A justificativa passou a fazer parte da apuração, que deverá verificar a procedência dos recursos e se a movimentação é compatível com a finalidade apresentada.

Policial militar aposentado, José Bertoldo Peres Júnior acompanhava Brito quando os dois foram abordados pela Polícia Federal. Durante a abordagem, os agentes encontraram uma arma de fogo em posse do militar reformado.
De acordo com a PF, ele não tinha autorização para portar o armamento e acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e teve sua arma apreendida. Bertoldo já não está na ativa, as circunstâncias relacionadas ao armamento e à atuação do policial aposentado deverão ser comunicadas à Corregedoria da Polícia Militar para eventual apuração administrativa.
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