Polícia
Um inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que recebe cerca de R$ 9,6 mil líquidos por mês, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (7) e teve uma coleção de relógios de luxo, joias, dólares, reais e veículos apreendidos em sua residência.
Pablo Jukiá Felix Ferreira é investigado por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.
A apreensão ocorreu durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar empresas do setor de combustíveis para ocultar valores.
Relógios de luxo, dinheiro e carros apreendidos
Segundo a Polícia Federal, durante a ação foram encontrados cerca de R$ 919 mil em espécie e US$ 13 mil, além de armas, munições, joias, relógios, documentos, computadores e celulares.
Na casa de Pablo Jukiá Felix, os agentes apreenderam armas, maços de notas de cem dólares e de cem reais, além de quatro carros, entre eles uma Mercedes-Benz.
A remuneração mensal do inspetor pela Polícia Civil é de R$ 16,8 mil. Após os descontos, o valor líquido informado é de R$ 9,6 mil.
Investigação aponta esquema bilionário
De acordo com a Polícia Federal, a organização investigada teria utilizado uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma para lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos.
As investigações apontam que o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à Polícia Federal.
Além de Pablo Jukiá Felix, também são investigados o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e candidato do União Brasil ao Senado, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim.
Operação cumpriu mandados no Rio de Janeiro
A 6ª fase da Operação Unha e Carne cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.
Segundo a Polícia Federal, foram apreendidos um fuzil de calibre restrito, nove armas curtas, 11 veículos, sete computadores, 23 aparelhos celulares, joias e relógios. Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A operação é um desdobramento da investigação que teve como alvo Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), preso em novembro de 2025 por ligação com o Comando Vermelho.
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