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Sargento da PM e servidores lotados em órgão de trânsito são presos por supeita de fraudar registros de veículos na Bahia

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Operação Giratina resultou na prisão de quatro pessoas  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PCBA
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 01/09/2026, às 09h19 - Atualizado às 09h26



Um sargento da Polícia Militar e doi servidores comissionados que exerciam funções de chefia na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), em Simões Filho, foram presos na manhã desta  terça-feira (1º), durante a Operação Giratina,  que investiga um grupo suspeito de fraudar procedimentos de recadastramento e transferência de veículos na Bahia.

Além do trio, um quarto suspeito, familiar de um dos alvos, também foi capturado. Três prisões foram realizadas em Madre de Deus e uma em Simões Filho, além de outras ordens judiciais cumpridas em Camaçari e Lauro de Freitas, na Bahia.

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Deflagrada pela Polícia Civil, a ação também atingiu o estado do Ceará onde foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a uma empresa e a pessoas apontadas como envolvidas no esquema. Durante as diligências, foram apreendidos uma pistola, um revólver, aparelhos celulares e documentos que poderão contribuir para o avanço da apuração. 

Início das investigações

Segundo a operação, as investigações foram iniciadas após comunicação encaminhada pelo Detran-BA, a partir de procedimentos correcionais realizados na 25ª Ciretran, em Simões Filho. "Os levantamentos identificaram indícios de clonagem documental de veículos, em que automóveis de empresas legítimas, registrados em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, eram utilizados como base para a criação de registros falsos na Bahia", revelou.

Modus operandi

O grupo atuava com apresentação de documentação falsa, a realização ou validação de vistorias, a inserção de dados no sistema Renavam e a emissão dos documentos necessários para formalizar as transferências. "A participação de servidores do órgão nas etapas de vistoria, conferência documental e emissão dos registros é investigada como um dos mecanismos utilizados para conferir aparência de legalidade às operações".

Ainda de acordo com Polícia Civil, após a inserção dos veículos no sistema, os bens eram utilizados, em poucos dias, em operações de alienação fiduciária para empresas sediadas no Ceará.

"Segundo os levantamentos, a fraude permitia que instituições financeiras concedessem crédito tendo como garantia veículos documentalmente clonados, que pertenciam, de fato, a pessoas jurídicas que desconheciam as operações", disse a instituição. 

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