Polícia

Secretário de polícia do Rio diz que CV cortou cabeças de comparsas para 'atrair a imprensa'; assista

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Secretário afirma ainda que CV usou veículos roubados para alterar evidências e culpar policiais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Record
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 01/11/2025, às 17h46



O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou, na quinta-feira (30), que membros do Comando Vermelho (CV) manipularam cenas de crime após a megaoperação deflagrada nos complexos do Alemão e Penha. De acordo com ele, os faccionados utilizaram veículos roubados para transportar corpos e alterar evidências, com o objetivo de culpar policiais pelas execuções.

Segundo Curi, as investigações apontam que os integrantes do CV decaptaram alguns comparsas e provocaram novas lesões antes de abandonar os corpos em locais de grande circulação, com o objetivo de atrair a atenção da imprensa e influenciar a opinião pública.

"Eles cortaram a cabeça e buscaram o corpo com carros roubados para atrair a imprensa. Quem disse que foi a polícia que fez isso?", declarou o secretário, que ainda elogiou a atuação das forças de segurança, em coletiva de impresa.

Pesquisa

Um levantamento realizado pelo Datafolha revelou que a megaoperação, considerada a mais letal da história, ocorrida na última terça-feira (28), é vista como um sucesso por 57% dos moradores da capital fluminense e região metropolitana. Outros 39% pensam o contrário. 

O percentual dos que consideraram a ação bem sucedida de forma integral é de 38%. Mais 18% aprovaram a operação parcialmente - os 57% aferidos são o arredondamento das casas decimais. Dentre os que pensam diferente, 27% discordam totalmente da operação e 12% apenas em parte. Outros 3% não se posicionaram e 2% não souberam responder.

Os homens aprovaram mais a ação do que as mulheres, 68% contra 47%, respectivamente. Dentre os que mais desaprovam estão a classe média que ganha de 5 a 10 salários mínimos (49%) e jovens de 16 a 24 anos (59%). 

Para 50% dos entrevistados, a maioria dos mortos que não eram policiais era composta por  bandidos. Outros 31% disseram acreditar que todos os mortos eram criminosos, 4% avaliaram que a minoria era inocente e 1% que todos eram inocentes. Não souberam avaliar 13%.  

pesquisa foi realizada por telefone com 626 eleitores que foram ouvidos na quinta-feira (30) e sexta-feira (31). A margem de erro é quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Essa margem aumenta para 6% na análise entre homens e mulheres, 7 % para a classe média e 11 % para quem tem de 16 a 24 anos.

Classificação Indicativa: Livre

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