Polícia

Sindicato reage após execução de ex-delegado-geral em SP: "Afronta às instituições públicas"

Divulgação/Polícia Civil de SP
Ruy Fontes foi morto com mais de 20 tiros na cidade de Praia Grande no litoral de São Paulo  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Polícia Civil de SP
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 16/09/2025, às 15h08



Após o delegado aposentado identificado como Ruy Ferraz Fontes ter sido morto a tiros em emboscada Praia Grande, no litoral de São Paulo, na segunda-feira (15), o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) emitiu uma nota sobre o assunto e lamentou profundamente o ocorrido.

De acordo o sindicato, "Ruy Fontes destacou-se na carreira de delegado de polícia como um dos principais expoentes no combate ao crime organizado, com reconhecida atuação contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), o que, de outro lado, rendeu-lhe histórico de ameaças de morte por parte da organização criminosa."

O Sindpesp recebeu com pesar, perplexidade e indignação a notícia do bárbaro crime de homicídio praticado contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, na noite desta segunda-feira (15/9), em Praia Grande-SP, na Baixada Santista.

O Sindpesp destaca que a ação criminosa contra o ex-agente da Segurança Pública "escancara a forma como o Governo do Estado de São Paulo cuida de seus policiais mais dedicados, ao mesmo tempo em que torna gritante a necessidade de que a Polícia Civil seja melhor tratada, com efetiva valorização de seus profissionais, mais contratações e aumento nos investimentos em estrutura física e de materiais", diz outro trecho da nota.

O órgão resslatasa que a Polícia Civill é a responsável pela investigação das organizações criminosas. Diz ainda que o governo estadual tem permtido o enfraquecimento da instituição fazendo com que o crime organizado ganhe espaço.

Para o Sindpesp, o homicídio do ex-delegado-geral, da forma como ocorreu, revela-se como uma grande afronta às instituições públicas e ao Estado de São Paulo, e não pode ficar impune, sob pena de que todo o Sistema de Segurança Pública caia em descrédito.

O Sindpesp enalteceu a carreira de Fontes que iniciou dentro da corporação em 1988, atuando em diversos setores até ser alçado a delegado-geral, cargo que exerceu de 2019 a 2022. Com bagagem de 11 anos também na área docente, foi professor de Investigação Policial na Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Atualmente atuava como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.

Clique aqui e inscreva-se em nosso canal no Youtube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)