Polícia
Publicado em 12/08/2024, às 22h38 - Atualizado às 23h38 Victória Valentina
O suspeito de matar a delegada Patrícia Neves Jackes Aires confessou que utilizou um cinto de segurança para estrangular a vítima. A mulher foi encontrada morta no último domingo (11), dentro do próprio carro, em São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador. As informações são da TV Bahia.
Em depoimento à polícia, Tancredo Neves disse que "girou o cinto de segurança no pescoço dela" para se defender de agressões durante uma discussão e que inventou a versão de que os dois teriam sido sequestrados.
Segundo ele, os dois saíram para beber, em Santo Antônio de Jesus, e Patrícia teria ficado alcoolizada. Durante viagem para Salvador, Tancredo Neves disse que eles pararam para urinar e seguiram o trajeto. Porém, ao passarem por um pedágio, ele disse para a mulher que o casal deveria repensar a relação.
De acordo com o suspeito, ao falar isso, Patrícia se descontrolou e teria dito que mataria a família e a filha dele. Além disso, teria puxado o volante do carro, provocando a batida em uma árvore. Depois, ela começou a bater e Tancredo utilizou o cinto de segurança para enforcar a mulher, com o objetivo de fazê-la parar e não de matar a delegada.
Ao perceber que Patrícia estava desacordada, o homem desceu do carro e ligou para a polícia. Neste momento, decidiu inventar a versão do suposto sequestro para tentar se livrar da culpa.
O casal estava junto há quatro meses e iria se casar na próxima quarta-feira (14). Ainda segundo ele, houve agressões verbais ao longo desse período, mas negou que tenha ocorrido qualquer episódio de violência física ou sexual.
Tancredo Neves teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após audiência de custórida realizada nesta terça (12). Ele foi autuado em flagrante e detido pela polícia no dia do crime.
Advogada
Em nota enviada ao Bnews, a advogada Bianca Menezes ressaltou que esteve presente em sede policial como advogada dativa, ou seja, nomeada pelo Estado, para garantir a legalidade da confissão do suspeito. "Apesar do que muitos acreditam, o advogado criminalista não defende o crime e sim o direito, muitas vezes, inclusive, da Vítima. De toda sorte, este comunicado não é uma tentativa de justificar o meu trabalho, exercido com toda dedicação e anos de estudo, mas sim apenas para trazer àqueles que não entendem a realidade dos fatos. No mais, como dito, não atuei nem atuarei na defesa do Sr. Tancredo. Apenas corroborei para legalidade do flagrante e devido encaminhamento processual".
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