Polícia
O comandante da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Tancredo Neves), tenente-coronel Luciano Jorge, justificou a atuação dos PMs que prestaram socorro a Luíza Silva dos Santos de Jesus, 19 anos, morta no último domingo (13), no bairro da Engomadeira. As declarações foram dadas, na manhã desta terça-feira (15), em entrevista à Rádio Baiana FM.
Questionado o porquê de um policial - envolvido na ocorrência - ter impedido que o pai da jovem se aproximasse da vítima, o oficial disse que a atitude foi tomada por questão de segurança e para garantir agilidade no atendimento a Luiza. "Eu entendo perfeitamente a análise dos vídeos, olhando do ponto que, certamente, a gente pode, inclusive, entender dessa forma. Nós também precisamos entender que essa região da igualdade, até por tudo que tem acontecido nos últimos meses, é uma região crítica, onde homens ostentam armas de fogo de grande poder destrutivo", disse o tenente-coronel.
"Mas para prestar socorro precisamos ter a segurança de que o socorro pode ser dado. Então, foi o que eles fizeram. Eu dialoguei com ele [policial] nesse aspecto. Eles estão claramente abatidos, até porque, não é o que se quer, não é o que se pretende. Todos eles também têm filhos, todos nós temos familiares. Temos familiares que moram nessas localidades. E ali, não há tempo para explicar. Prestar socorro é prioritário. Não há tempo para parar, explicar, identificar e tal. Isso não envolve, no nosso entendimento, uma violência, e sim, um momento em que precisa direcionar a energia sinérgica, no sentido de fazer valer a importância de prestar o socorro àquela vítima", completou o oficial.
Protesto na noite de segunda-feira
Momentos depois do enterro de Luiza, moradores da Engomadeira realizaram um protesto na noite de segunda-feira (14). Durante a manifestação, parte de uma via que dá acesso a outros bairros da região - como Cabula, Resgate e Narandiba - foi fechada com materiais usados no ato.
Ainda em entrevista à Rádio Baiana FM, o tenente-coronel também detalhou esse caso. "Nós tivemos, ontem, uma manifestação que tinha tudo pra ser pacífica, mas o tema da hostilidade estava grande e eles não entendiam que o papel da polícia era garantir o direito de ir e vir. As pessoas precisavam retornar com seus filhos das escolas, precisavam retornar para suas casas. Foi difícil manter essa manifestação contida, mas isso foi se agravando. A gente precisou fazer a intervenção de controle de tumulto e distúrbio civil. Nós tínhamos uma fração de tropa da célula de controle do Choque. Então, nós avançamos da entrada de Engomadeira até o final da linha.E vimos uma verdadeira cena de guerra".
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