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Tenente-coronel explica atitude de PM contra pai de jovem morta na Engomadeira durante socorro

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Tenente-coronel Luciano Jorge concedeu entrevista à Rádio Baiana FM  |   Bnews - Divulgação Bnews
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 15/04/2025, às 12h06 - Atualizado às 12h51



O comandante da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Tancredo Neves), tenente-coronel Luciano Jorge, justificou a atuação dos PMs que prestaram socorro a Luíza Silva dos Santos de Jesus, 19 anos, morta no último domingo (13), no bairro da Engomadeira. As declarações foram dadas, na manhã desta terça-feira (15), em entrevista à Rádio Baiana FM.

Questionado o porquê de um policial - envolvido na ocorrência - ter impedido que o pai da jovem se aproximasse da vítima, o oficial disse que a atitude foi tomada por questão de segurança e para garantir agilidade no atendimento a Luiza. "Eu entendo perfeitamente a análise dos vídeos, olhando do ponto que, certamente, a gente pode, inclusive, entender dessa forma. Nós também precisamos entender que essa região da igualdade, até por tudo que tem acontecido nos últimos meses, é uma região crítica, onde homens ostentam armas de fogo de grande poder destrutivo", disse o tenente-coronel.

"Mas para prestar socorro precisamos ter a segurança de que o socorro pode ser dado. Então, foi o que eles fizeram.  Eu dialoguei com ele [policial] nesse aspecto. Eles estão claramente abatidos, até porque, não é o que se quer, não é o que se pretende. Todos eles também têm filhos, todos nós temos familiares. Temos familiares que moram nessas localidades. E ali, não há tempo para explicar. Prestar  socorro é prioritário. Não há tempo para parar, explicar, identificar e tal. Isso não envolve, no nosso entendimento, uma violência, e sim, um momento em que precisa direcionar a energia sinérgica, no sentido de fazer valer a importância de prestar o socorro àquela vítima", completou o oficial. 

Protesto na noite de segunda-feira 

Momentos depois do enterro de Luiza, moradores da Engomadeira realizaram um protesto na noite de segunda-feira (14). Durante a manifestação, parte de uma via que dá acesso a outros bairros da região - como Cabula, Resgate e Narandiba - foi fechada com materiais usados no ato.

Ainda em entrevista à Rádio Baiana FM, o tenente-coronel também detalhou esse caso. "Nós tivemos, ontem, uma manifestação que tinha tudo pra ser pacífica, mas o tema da hostilidade estava grande e eles não entendiam que o papel da polícia era garantir o direito de ir e vir. As pessoas precisavam retornar com seus filhos das escolas, precisavam retornar para suas casas. Foi difícil manter essa manifestação contida, mas isso foi se agravando. A gente precisou fazer a intervenção de controle de tumulto e distúrbio civil. Nós tínhamos uma fração de tropa da célula de controle do Choque. Então, nós avançamos da entrada de Engomadeira até o final da linha.E vimos uma verdadeira cena de guerra". 

Também de acordo com o comandante da 23ª CIPM, em um determinado momento, suspeitos de envolvimento com o crime, teriam se aproveitada do protesto para cometer ataques contra as guarnições. "Entendemos que aquelas pessoas que estavam naquela movimentação não eram mais as pessoas de bem. Tinham  membros de grupos faccionados com atuação na localidade. Ouvimos disparos de armas de fogo, tiros de fuzil e a gente precisou estabelecer esse avanço, de forma a restabelecer a tranquilidade e pacificar a região", declarou o oficial. 

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