Polícia
Publicado em 27/12/2024, às 07h13 Victória Valentina
O tiro que atingiu Juliana Leite Rangel, de 26 anos, baleada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na última terça-feira (24), atravessou sua cabeça. A informação foi divulgada pelos médicos do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, onde ela está internada em estado gravíssimo.
Apesar de ter atravessado o crânio da vítima, o projétil não ficou alojado. A mulher foi baleada quando estava a caminho da ceia de Natal, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
De acordo com a equipe médica, Juliana foi submetida a uma cirurgia para retirar fragmentos ósseos por causa da passagem da bala, que atingiu a região occpital do lado esquerdo da cabeça. O médico Maurício Mansur afirmou que ainda é cedo para apontar possíveis sequelas, e que a equipe está focada em salvar a vida da jovem.
"É importante lembrar que se trata de um caso grave e que, neste momento, não é possível falar sobre sequelas ou qualquer outra consequência. Estamos, na verdade, focados em um tratamento para salvar a vida dela. Ela ainda se encontra em uma fase de gravidade elevada, apresentando sinais de instabilidade. Assim que houver evolução e melhora, poderemos ter uma noção mais clara sobre a possibilidade de haver sequelas ou não", disse.
A mãe da jovem, Deyse Rangel, afirmou que os agentes da PRF não prestaram socorro para a filha. Para comprovar a falta de suporte, ela revelou que pedirá à Polícia Militar as imagens das câmeras corporais de dois PMs que ajudaram a socorrer a jovem.
Os policiais rodoviários envolvidos no caso prestaram depoimento na divisão da Polícia Federal de Nova Iguaçu. Posteriormente, a PRF emitiu nota afirmando que a Corregedoria-Geral da corporação determinou a abertura de um procedimento interno. O documento também diz que os agentes envolvidos foram afastados "preventivamente de todas as atividades operacionais".
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