Polícia
por Leonardo Oliveira
Publicado em 25/02/2026, às 14h59
O presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho, Edson Cardoso dos Santos, e outras seis pessoas foram presas por suspeita de integrar um sistema de fraude em contratos públicos. As prisões ocorreram durante a Operação Kit Dispensa, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (25).
De acordo com informações da Polícia Civil, ocorria um esquema de fraude em processos licitatórios no âmbito da Câmara Municipal do município de Sobradinho. O vereador foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e por mandado de prisão temporária pelos crimes de organização criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.
As investigações indicam irregularidades em contratações promovidas pelo Poder Legislativo, em uma estrutura organizada, composta por servidores públicos, agentes políticos, empresários e um assessor jurídico, que agiam de forma integrada para simular procedimentos legais e viabilizar a contratação direcionada de empresas previamente escolhidas, sem a devida concorrência pública. Em diversos casos, as empresas sequer executavam os serviços contratados.
As ações ocorreram também nos municípios de Juazeiro, Petrolina e Filadélfia. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, foram apreendidos dois revólveres calibre .38, uma espingarda calibre .28, cinco veículos com decisão judicial de sequestro, além de aparelhos celulares, contratos e outros documentos.
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Todos os suspeitos foram levados à unidade policial, onde cumpriram sete mandados de prisão temporária pelos crimes de organização criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação. Eles permanecem custodiados, à disposição do Poder Judiciário. O material apreendido foi encaminhado para perícia, dando continuidade ao inquérito policial.
O vereador investigado e um assessor jurídico da Casa Legislativa foram afastados de suas funções pelo prazo de 90 dias, por determinação judicial, com o objetivo de preservar a instrução processual e evitar interferências nas investigações.
“A Justiça determinou o bloqueio de até um milhão de reais das empresas e de até 500 mil reais das pessoas envolvidas, podendo chegar ao total de R$ 12 milhões”, explicou o delegado Fernando Barros, titular da Delegacia Territorial de Sobradinho.
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