Polícia
Nove funcionários de uma empresa de segurança privada foram denunciados à Justiça por sequestrar, torturar e matar um homem em situação de rua na Grande Vitória, no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, o grupo também teria cometido outros episódios de violência contra outras vítimas suspeitas de praticar pequenos furtos em locais protegidos pela empresa.
As investigações tiveram início após o desaparecimento de Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos. O homem foi localizado morto em uma área de eucaliptos, na Serra, depois de ser sequestrado e submetido a horas de agressões.
Do total de nove denunciados, oito foram presos e um permanece foragido. Entre os acusados estão oito vigilantes e um funcionário responsável pelo videomonitoramento da empresa.
De acordo com a polícia, o grupo teria utilizado a estrutura do trabalho para monitorar pessoas em situação de rua que circulavam nas proximidades dos condomínios atendidos pela empresa. Imagens eram compartilhadas entre os suspeitos por meio de aplicativos de mensagens, que também serviriam para organizar as ações.
Ao menos três episódios de tortura foram atribuídos ao grupo. A polícia acredita, no entanto, que o número de vítimas possa ser maior e trabalha para identificar outras pessoas que aparecem em vídeos produzidos pelos próprios suspeitos.
Vítima fatal foi sequestrada duas vezes
O desaparecimento de Marcos Vinícius foi comunicado à polícia pela própria mãe, em abril. Ele costumava ficar na região sob a Terceira Ponte, em Vitória, mas deixou de ser visto pela família.
Durante as investigações, os policiais descobriram que ele teria sido abordado pelo grupo em duas ocasiões. A primeira ocorreu em 8 de março, quando câmeras de segurança registraram a abordagem. A vítima foi levada para outra área, onde foi agredida e teve os dentes arrancados com o auxílio de um alicate.
Nove dias depois, em 17 de março, o homem teria sido capturado novamente e morto. Dessa vez, a suspeita é de que a ação tenha sido motivada pela entrada dele em uma área onde funcionava a empresa para a qual os investigados prestavam serviço.
Conforme a perícia, Marcos Vinícius passou por pelo menos três horas de tortura antes de morrer. A principal suspeita é de que a morte tenha ocorrido em decorrência das agressões e de asfixia.
Identidade dos suspeitos
Ao todo, foram denunciados:
Vigilantes:
Coordenador de videomonitoramento
A empresa de segurança e os síndicos dos condomínios que mantinham contrato com a companhia foram ouvidos durante a investigação e negaram envolvimento nas ações atribuídas aos funcionários.
Segundo a Polícia Civil, empresas de segurança privada não têm autorização para retirar ou expulsar pessoas em situação de rua de determinados locais. Essa abordagem deve ser realizada pelos órgãos públicos responsáveis, dentro dos procedimentos previstos para cada situação.
Classificação Indicativa: Livre
famoso copo
cinema em casa
som poderoso
Samsung top
Lançamento