Polícia

"Virou um pesadelo", desabafa funcionária demitida que teve que devolver Jeep Compass ganho em sorteio

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Episódio aconteceu durante uma ação interna da empresa Quadri Contabilidade  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 01/05/2025, às 08h55 - Atualizado às 09h22



A jovem de 25 anos, Larissa Amaral da Silva, se tornou destaque na semana passada após relatar uma situação negativa que vivenciou. Ela foi demitida do emprego obrigada a devolver um carro, modelo Jeep Compass, que havia obtido em sorteio realizado no trabalho, mesmo após ter gasto cerca de R$ 10 mil em manutenção.  

O episódio aconteceu durante uma ação interna da empresa Quadri Contabilidade, na cidade de Santos, no litoral paulista. Em depoimento, Larissa contou que o veículo foi tomado pela empresa sem nenhum tipo de aviso. A história veio à tona novamente após o chefe de Larissa ser preso em operação da Polícia Federal contra o tráfico.

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"O veículo estava com minha supervisora no dia. Tomaram dela sob ameaça de que ela teria problemas. Não me avisaram nem pediram para que eu o devolvesse", contou Larissa, que ainda revelou que foi demitida por Whatsapp sob alegação de desempenho abaixo do esperado.

Foi frustrante e humilhante, pois fui enganada com tudo isso. Sou uma pessoa reservada, e me expor assim tem sido um desafio enorme. Me senti humilhada, descredibilizada e prejudicada em vários níveis [...] Era meu primeiro carro. Ganhar foi como realizar um sonho, mas tudo virou um pesadelo. Foi uma humilhação", completou.

Ainda segundo a jovem, em entrevista concedida para o Uol, o carro começou a dar defeito desde o primeiro dia. "Apareciam alertas no painel sobre manutenção do motor, luz de freio e farol diurno. O para-brisa estava trincado, a bateria fraca, e vários defeitos foram surgindo".

Por meio de nota, a Quadri Contabilidade se manifestou e disse que o sorteio tinha o objetivo de valorizar e impulsionar resultados da equipe. Sobre os problemas mecânicos relatados pela ex-colaboradora, a companhia alega que a mulher decidiu arcar com o conserto por vontade própria. 

Antes da aparição das falhas, foi oferecida à mulher a opção de devolução imediata do carro, sem qualquer ônus, para avaliação junto ao fornecedor. A empresa informa que aguarda o ingresso da ação judicial de Larissa para que os fatos possam ser discutidos em vias judiciais.

A defesa da funcionária afirma que a empresa pode ser responsabilizada por vício oculto, abuso contratual, apropriação indevida e danos morais. Um boletim de ocorrência foi registrado, e as medidas judiciais incluem ações nas esferas cível, trabalhista e, possivelmente, criminal.

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