Polícia
Publicado em 02/06/2024, às 11h51 - Atualizado às 11h52 Gabriela Araújo
Além da dor de perder familiares e as conquistas de muitos anos de trabalho, pessoas desabrigadas em decorrência do desastre climático no Rio Grande do Sul também precisam lidar com o medo de serem alvos de abusos sexuais em abrigos e nas ruas.
A prefeitura de Porto Alegre, uma das cidades afetadas pelas fortes chuvas no estado gaúcho, instalou câmeras de vigilância nesses espaços de acolhimento. No entanto, fora deles, as mulheres também sentem medo.
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Desde o início da catástrofe, são constantes os relatos de mulheres que foram vítimas do crime. Ao Metrópoles, uma mulher que estava com a filha em um abrigo contou que, além do assédio sexual, elas sofreram violência psicológica e ameaças de vários tipos, enquanto dividiam o quarto com sete homens.
“Eles falavam que tinham estado na cadeia, que tinham homicídios nas costas e passavam a madrugada falando baixaria, sob o efeito de droga, falando sobre violência. E ficavam nos observando”, relembrou.
“Um deles começou a assediar a minha filha (de 14 anos). Eu não dormia de noite. Eu passava a noite toda acordada, abraçada nela, vigiando. Uma noite, o homem pensou que ela estava dormindo e veio tocar nela. Aí perguntei o que ele queria, e ele saiu”, afirmou.
Ainda de acordo com o veículo, uma outra mulher, que teve a casa alagada após um temporal, relatou que se perdeu do companheiro e precisou dormir em uma rua de Porto Alegre. Deitada debaixo de um viaduto, ela disse que sentiu alguém tocar em seu corpo.
“Senti alguém colocando a mão dentro da minha calça. Ainda bem que acordei na hora, foi horrível”, disse.
Em Canoas, foi construído um abrigo para acolher mulheres e crianças desabrigadas, depois de várias denúncias desse tipo de crime.
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