Polícia
Um blogueiro que ganhou fama no YouTube acusa um programa de uma emissora baiana de propagar fake news na tarde de terça-feira (29). O homem diz que foi acusado, injustamente, de ter relação com o tráfico de drogas em Salvador, situação que foi desmentida não só pelo próprio influencer, como também por seus vários amigos e seguidores.
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Alan Ilton é dono do canal Marcha Lenta, criado em 2022. Nele, o blogueiro posta uma web-série chamada 'Baseado em Fatos Reais', que, segundo o youtuber, foi criado para consicentizar jovens a não se envolverem com o crime.
"Fala sobre a vida do crime, mostra ao jovem como é que acontece para que ele não se envolva com o tráfico de drogas, mostrando a realidade da favela, da periferia", explicou Alan em entrevista ao BNews.
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Com o Marcha Lenta, Alan tem 24 mil inscritos no YouTube, 23 mil seguidores no TikTok, 100 mil no Kwaii e 22 mil no Instagram - na última rede social, ele ainda publica vídeos e fotos se divertindo com o seu filho e fazendo homenagens ao pai.
Falsa acusação
Foi a gravação de um novo vídeo para a web-série que resultou na matéria divulgada pelo programa baiano. Nos stories de um dos participantes da filmagem, que publicou que a gravação estava acontecendo, é possível ver um grupo de pessoas em uma falsa festa, com armas de airsoft.
No programa, o radialista julgou que a festa era verdadeira, promovida por traficantes, e ainda afirmou que se tratavam de armas do tipo 'AK-47', algo que foi rapidamente desmentido no Instagram pelo dono do canal do YouTube.
"Eu estava gravando uma cena da web série em uma casa com piscina e aí em um stories marcaram meu arroba para que qualquer pessoa que visse, soubesse do que se tratava. Ele [apresentador] pegou esse vídeo e colocou no ar o dia todo na programação, dizendo que eu era traficante, que a festa era patrocinada pelo tráfico de drogas, colocou minha imagem, meu arroba, ele não se deu o trabalho nem de entrar no meu Instagram para ver do que se tratava", contou o blogueiro.
Ainda de acordo com Alan, ele passou a sofrer racismo após um vídeo mostrando seu rosto ser publicado na página do Instagram do apresentador. "Me chamaram de preto feio, muitas coisas. E aí eu fiquei como traficante, estou desesperado", desabafou.
"Sou pai de família, nunca me envolvi com nada, não uso nenhum tipo de droga, o cara me bota como traficante, fica complicado", continuou.
Nas redes sociais, Alan recebeu o apoio de vários seguidores. "Tem que apurar os fatos, tem que pegar a visão", reclamou uma mulher.
Em contato com o advogado Otto Lopes, que está tocando o caso, foi informado que a defesa entrará com uma ação de reparação de danos morais e, com isso, pedirá retratação por parte do apresentador no Instagram e em seu programa.
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