Política

Zema acusa Lula de cometer "ilícito eleitoral" ao pedir votos e questiona STF por suposto favoritismo

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Zema usa redes sociais para expor suas críticas e questionar a atuação do STF em relação ao PT  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNEWS
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 02/08/2026, às 10h01 - Atualizado às 10h04



O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) acusou, no último sábado (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de cometer “ilícito eleitoral” por pedir votos para ele, Jaques Wagner e Rui Costa antes do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral (16 de agosto), na convenção do PT em Salvador, que oficializou o nome de Jerônimo Rodrigues ao governo da Bahia.

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O ex-governador de Minas Gerais criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) nas redes sociais e afirmou que Lula é “um intocável”. “Será que o STF vai lançar uma candidatura própria ou vai continuar na coligação com o PT? Porque é isso que está parecendo”, declarou.

Zema publicou um trecho da convenção e afirmou que o petista cometeu um “ato ilícito eleitoral, pedindo voto de maneira escancarada”. “Enquanto isso, eu sou processado e investigado por fazer vídeo com fantoche”, reclamou. A investigação a que o candidato do Novo se refere é por causa de um vídeo publicado por ele nas redes sociais em que usa fantoches para simular diálogos entre ministros do STF.

“Pior do que isso é o Lula chamar o Jaques Wagner de líder do governo no Senado. Só que esse líder é exatamente o mesmo cara que a Polícia Federal está investigando, suspeito de ter recebido 3 milhões e meio de reais e um apartamento de luxo do dono do Banco Master, o mesmo banco que espalhou um arrombo bilionário que nós já conhecemos”, disparou. Wagner nega as irregularidades e diz que provará a sua inocência. 

O que dizem os especialistas

Em entrevista ao portal Uol, o advogado eleitoral Alberto Rollo disse que Lula pode pedir voto em convenção do PT se a fala for dirigida ao público interno do partido. Rollo afirmou que a convenção é uma reunião formal para escolher candidatos e que a lei só veda pedido de voto a público externo antes do dia 16 de agosto.

Já o cientista político Bruno Bolognesi da UFPR (Universidade Federal do Paraná) avaliou que o pedido explícito de votos pode gerar multa e julgamento, e que os partidos calculam o custo e benefício.

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