Política

Ministro da Justiça é chamado para depor sobre grampos

Publicado em 09/07/2015, às 20h41   Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)



Em uma votação rápida, a CPI da Petrobras aprovou nesta manhã 79 requerimentos, entre eles a convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.Segundo informou a Agência Estado, o pacote inclui quebra de sigilos, acareações e pedidos de acesso a documentos.
A lista apresentada pelo relator Luiz Sérgio (PT-RJ) incluiu as convocações do empreiteiro Marcelo Odebrecht, do executivo da Toyo Setal Júlio Camargo, do executivo da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, do policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, de Adarico Negromonte (irmão do ex-ministro Mário Negromonte) e de Rafael Angulo Lopes (responsável pelo "cofre" do doleiro Alberto Youssef).
Também foram convocados os delegados federais envolvidos no caso da escuta ilegal encontrada na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Sobre a convocação do ministro, Luiz Sérgio disse que era preciso chamá-lo para esclarecer alguns acontecimentos envolvendo as investigações.
Outros executivos foram incluídos no pacote de convocações: J.W.Kim, presidente da Samsung no Brasil, e Shinji Tsuchiya, da Mitsui. "A CPI não está blindando ninguém", disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) sobre a convocação de personagens da Operação Lava Jato que comprometem políticos do PMDB.
Entre as acareações aprovadas estão as que confrontam o executivo Augusto Mendonça, o ex-diretor de Serviços Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto numa mesma sessão. Outra acareação envolverá o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, o delator Shinko Nakandakari e ex-gerente-geral de Implementação de Empreendimentos para a refinaria Abreu e Lima (PE) Glauco Legatti. A terceira acareação aprovada hoje será entre o empresário Auro Gorentzvaig (ex-conselheiro da Petroquímica Triunfo) e o empresário do Grupo Suzano David Feffer. 
Em votação separada, foram aprovadas as quebras de sigilo de parentes do doleiro Alberto Youssef. A CPI quer acesso ao sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático das filhas do doleiro Taminy e Kemelly Youssef, de Joana Darc Youssef (mulher do doleiro) e de Olga Youssef (irmã). 

Classificação Indicativa: Livre

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