Política

Wagner diz que DEM e PSDB vão na contramão ao aprovar financiamento privado

Publicado em 06/09/2015, às 11h17   David Mendes (Twitter: @__davidmendes)



O ministro da Defesa e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi às redes sociais neste sábado (5) criticar o PSDB e o DEM por ter defendido no Senado a continuidade do financiamento privado de campanha.  

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O Senado aprovou na última quarta-feira (2), por 36 votos a 31, a proibição das doações de empresas às campanhas políticas. Apenas o repasse de dinheiro de pessoas físicas aos partidos e candidatos foi aprovado. A doação está limitada ao total de rendimentos tributáveis do ano anterior à transferência dos recursos.

Na votação do Senado, dois dos três senadores baianos, Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT), votaram a favor do fim do financiamento privado. O senador Otto Alencar, aliado e ex-vice governador no governo Wagner, votou pela continuação das doações de empresas.

“É (sic) nas questões mais importantes para o futuro do país que podemos de fato diferenciar os atores políticos e entender quais são suas prioridades”, postou o petista.

De acordo com a principal liderança do PT na Bahia, toda a bancada petista, dos partidos de esquerda e vários senadores progressistas votaram a favor da medida. “Em contrapartida, senadores do DEM, PSDB e outras legendas oposicionistas votaram contra, indo na contramão do desejo da grande maioria do povo brasileiro. O combate às origens da corrupção, sem dúvida, passa por afastar o compromisso público dos interesses privados”, escreveu, ao sugerir que o eleitor “pesquise, apure e cobre do seu parlamentar o apoio ao fim do financiamento empresarial das campanhas”.

Em junho, Jaques Wagner, durante o 5º Congresso Nacional do PT, em Salvador, afirmou que o seu partido não deveria “se colocar acima” dos outros partidos e, por conta disso, não deveria deixar de aceitar doações das empresas. O ministro defendia que, enquanto a regra de financiamento não mudasse, o PT deveria aceitar e disputar com todos os outros partidos o financiamento privado. “A gente não precisa provar que é mais honesto do que ninguém”, discursou na época. Nas suas duas campanhas vitoriosas, em 2006 e 2010, as receitas somadas, conforme suas prestações de contas, chegam a R$ 30 milhões. A campanha do seu sucessor, o atual governador Rui Costa (PT), a arrecadação foi de R$ 32,1 milhões, conforme Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta (3) que a Casa vai modificar a decisão do Senado e restabelecer, no projeto de reforma política, a autorização de doação de empresas a partidos.



Publicada às 11h do dia 5 de agosto

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