Política

“Era democracia de fachada”, diz Marcos Mendes, sobre financiamento privado

Publicado em 18/09/2015, às 13h11   Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)



O resultado da votação realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (17), que considerou ilegal o financiamento privado de campanhas a partidos políticos foi comemorado pelo presidente do Psol na Bahia, Marcos Mendes. Por oito votos contra três, os ministros da Corte consideraram inconstitucional as doações de empresas a candidatos e legendas durante a corrida eleitoral. Para Mendes, “a sociedade brasileira vivia num processo democrático de fachada”.

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O psolista argumenta que a disputa eleitoral era realizada de forma “extremamente injusta”. “Principalmente com os partidos ideológicos que se recusavam em receber as doações de empresas. O financiamento privado é um dos grandes estímulos à corrupção no país. Legalizar este modelo seria legalizar o processo de corrupção”, disse.

Cabe agora à presidente da República Dilma Rousseff sancionar ou vetar a PEC da Reforma Política que havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados autorizando as doações de pessoas jurídicas a partidos com um teto limitado a R$ 20 milhões. Em caso de veto, a proibição do STF começa a valer nas próximas eleições.

“Não tenho dúvida que Dilma, de forma sensata, vai ouvir o julgamento do STF e vai vetar a PEC inconstitucional aprovada pela Câmara dos Deputados através da manobra política feita por Eduardo Cunha e partidos como PMDB, PSDB e DEM”, aposta Mendes. 

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