Política
Publicado em 16/05/2011, às 08h14 Redação Bocão News
Causou espanto aos que fizeram parte do grupo carlista e até entre os que combaterem o senador ACM em vida a coragem tardia do vice-governador Otto Alencar em comentar a invasão da Faculdade de Direito da UFBA, que completou dez anos. Neste tempo todo, Otto manteve-se calado e não teve a “coragem” que teve agora que é aliado do PT, apesar de na época exercer o mesmo cargo institucional que exerce hoje, o de vice-governador. (Da coluna Raio Laser, do Tribuna da Bahia, nesta segunda-feira, 16)
A nota é uma referência ao bate-boca entre o ex-senador Cesar Borges, o vice-governador, Otto Alencar, e o ex-minsitro Geddel Vieira Lima, que resolveram "lavar roupa suja" do tempo em que Alencar e Borges, ex-carlistas, eram aliados.
Em seu twitter, o ex-ministro soltou o verbo: “Muito engraçadas as reações governistas de baianos a apoio que recebemos do PR. Um bate-cabeça só. Melhor é tentarem falar mal do que buscavam com ardor rsrs” / “Estou achando graça os meninos do PT/BA.
Depois que levaram chute, esculhambarem o César, que até ontem queriam, e de fininho esquecerem Otto”.
Para rebater as críticas de petistas, segundo os quais a aliança com o PR ruiu por falta de identidade ideológica entre os dois partidos, Geddel prosseguiu no ataque: “A aliança PT/PP na Bahia, representada por Otto Alencar – aquele da época dos grampos – é fruto da identidade de princípios, uma identificação atávica. rs”.
Irritado por ter seu nome vinculado aos grampos, o ex-governador e ex-conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) Otto Alencar respondeu a Geddel.
Em nota, disse que “se ele (Geddel) for querer discutir a questão de grampo, deve perguntar ao novo aliado dele, o senador César Borges (PR), o porquê da nomeação das pessoas envolvidas. Geddel está com as informações em casa”, atacou o pepista.
O senador rebateu de pronto.
Informou que o escândalo dos grampos não ocorreu no seu governo, razão pela qual foi excluído do processo federal sobre a questão desde 10 de outubro de 2003. Borges lembra que deixou o governo em seis de abril de 2002 para disputar o Senado. As conversas grampeadas ocorreram nas dependências da Secretaria de Segurança Pública (SS) durante o período pré-eleitoral, de 19 de maio a 21 de agosto de 2002. E ataca Otto Alencar, cujo nome consta no processo que investiga o caso.
“Lamento que uma autoridade arrolada no processo e que, portanto, está sob investigação da Justiça Federal, busque encobrir sua responsabilidade alegando que manteve auxiliar do antecessor, como se não fosse comandante efetivo dos servidroes que foram mantidos ou confirmados”, diz na nota.
Invasão da Ufba
Referia-se à invasão da Ufba pela tropa de choque da PM, ocorrida em 2001, por ordem de César Borges, então governador da Bahia. Os policiais queriam acabar com o protesto de estudantes que exigiam punição para o senador ACM (morto em 2007), pela suposta violação do painel eletrônico no Senado.
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