Política
Publicado em 03/11/2015, às 11h46 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

Peixe da merenda escolar de Salvador foi encontrado sendo vendido em supermercado do entorno de Brasília
A empresa Vitalmar, que forneceu peixes à prefeitura de Salvador, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no ano passado que teve o objetivo de combater fraudes na venda de pescados.
A administração soteropolitana comprou em setembro deste ano 13 toneladas de cação, ao custo de R$ 208 mil. O objetivo foi incluir o peixe na merenda escolar da Rede Municipal de Ensino.
Batizada de Poseidon, a operação da PF, em conjunto com o Ministro da Agricultura, foi deflagrada após ser detectada a substituição de peixes nobres por espécies mais baratas ou cuja captura é proibida no Brasil. A ação foi realizada em Itajaí, em Santa Catarina, sede da Vitalmar.
A PF coletou amostras e encaminhou ao laboratório pericial da PF em Brasília, que realizou análise de DNA de espécies. A identificação das trocas também foi feita por análise macroscópica para detectar visualmente as diferenças entre as espécies.
Entre as substituições constatadas, estava, por exemplo, a do Linguado pelo Alabote, peixe cuja carne tem valor 300 vezes menor. Outras trocas comuns que foram identificadas está a da Merluza pela Polaca do Alasca; e da Garoupa pelo Mero. A captura do Mero é proibida no país.
Além de enfrentar inquérito policial, a Vitalmar entrou em regime especial de fiscalização por parte do Ministério da Agricultura, com análise de todos os lotes que saírem desses estabelecimentos.

Empresa Viltamar forneceu 13 toneladas de peixe à prefeitura via Consórcio CLM
O fornecimento de peixe à prefeitura foi feito via Litoral Norte Alimentos S.A, contratada pela prefeitura. Em julho de 2014, 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador determinou a suspensão de um contrato firmado entre a prefeitura da capital baiana e o consócio do Centro de Logística Municipal (CLM) - vencedor da licitação de prestação de serviços de logística para as secretarias municipais de Saúde, Educação e Gestão.
A Justiça baiana acatou na época o pedido de liminar ajuizado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou sobrepreço no contrato, constatando um aumento de 374% só em relação aos serviços prestados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Conforme o MP-BA, inicialmente o contrato foi assinado por R$ 411 mil que passaram a custar R$ 1,7 milhão com o novo acordo. O contrato com o consórcio da CLM - composto pela Pronto Express e pela ST-Log Armazéns Logísticos e Transportes Ltda - foi assinado na segunda semana de junho do ano passado por R$ 166 milhões no total. Na época, o sócio e vice-presidente do Consórcio CLM, Sérgio Faria, negou as possíveis irregularidades.
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