Política
Publicado em 24/01/2016, às 11h23 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
Ao ser avisado por assessores mais próximos de que o Palácio do Planalto começara a confirmar sua nomeação para a Casa Civil, Jaques Wagner deu uma ordem em tom baixo e sereno: “Vamos ficar low profile”. Conforme informações do Estadão, ele usou a expressão em inglês para pedir discrição.
Afinal de contas, em toda carreira política, Wagner alçara a postos cada vez mais altos sempre com o perfil de baixa exposição, longe de disputas públicas ou protagonismo imediato. Por essa razão, quando a Operação Lava Jato começa a escrutinar sua relação com empreiteiros, Wagner passa por seu maior e decisivo teste: sobreviver e se viabilizar como candidato alternativo a presidente pelo PT em 2018 caso Luiz Inácio Lula da Silva saia do páreo.
Desde que seu nome apareceu em mensagens reveladas pelo Estado que apontaram estreita relação com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, Wagner se manteve submerso nos bastidores do governo. Evitou contato com jornalistas e tardou em dar sua versão dos fatos.
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