
A parte politizada da turma da fumaça na Bahia anda na maior expectativa. É que na próxima quarta-feira (15) o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se a Justiça tem poder ou não para proibir, através de liminares, as Marchas da Maconha realizadas nas grandes cidades do país. Em Salvador, ela seria realizada em 28 de maio, mas acabou vetada pelo Judiciário.
A proibição veio da 1ª Vara de Tóxicos , após pedidos dos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), que encaminharam um solicitação de liminar para suspensão do evento. Agora, o STF vai levar à apreciação dos ministros seguinte a questão: será que TAC intervenção não fere a liberdade constitucional de expressão?
A tendência, seguindo o histórico de votações no STF, é que os ministros do Supremo votem contra as liminares da Justiça proibindo as marchas. Ou seja, é bem provável que os favoráveis à discussão pública sobre a maconha possam fazê-la sem intervenção da toga. O que não significa, porém, que a turma estará liberada para acender um baseado, enquanto pedem nas ruas a descriminalização ou legalização da erva.