A equipe de Eduardo Cunha acredita que a resistência do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a uma possível delação premiada do deputado pode ser contornada pelo volume de informações que o parlamentar tem sobre as relações entre o setor privado e o Congresso Nacional do país.
Caso seja preso, Cunha não descarta a hipótese de delação, mas acredita que o Ministério Público Federal faria "jogo duro" se ele apresentasse essa proposta. O vasto conhecimento sobre como parte do empresariado atua poderia, segundo equipe, fazer o MP mudar de ideia.
De acordo com a colunista Monica Bergamo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, disse em debate em São Paulo, há alguns meses, que a ascensão de Cunha na política nacional estava diretamente ligada ao massivo apoio que ele recebe do empresariado paulista.