Política

'Satisfeito' com decisão do STF, Wagner diz que Lula não quer 'privilégios'

Gilberto Júnior/BNews
Em sessão nesta quinta (22), corte decidiu, por 6 votos a 5, conceder liminar para que o petista não seja preso até o dia 4 de abril, quando o julgamento será retomado  |   Bnews - Divulgação Gilberto Júnior/BNews

Publicado em 23/03/2018, às 09h59   Guilherme Reis e Alexandre Santos



O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT), se diz "satisfeito" com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar para 4 de abril a conclusão do julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente Lula. Em uma votação apertada (6 a 5) nesta quinta-feira (22), o plenário da corte concedeu uma liminar para que o petista não seja preso até o caso ser retomado.

"Não vou comemorar na naturalidade. Tem o habeas corpus, que por si só tem uma característica de emergência, que é para evitar um problema iminente. Pelo menos foi começado o julgamento. Vamos aguardar o dia 4, quando será analisado o mérito", declarou o ex-governador, em entrevista ao BNews na manhã desta sexta (23), durante inauguração do Terminal de Ônibus de Pituaçu, em Salvador. 

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"Eu quero chamar atenção também que o que o vai ser julgado no caso do [ex-] presidente Lula não é a primeira vez. Várias pessoas já tiveram habeas corpus acolhidos, só que monocraticamente, por vários ministros do Supremo. Então é óbvio que fico satisfeito que se votou, porque parece que havia uma coisa de nãos e discutir esse tema. Vamos aguardar o dia 4 para ver se, na análise do mérito, será garantido, vou repetir, nenhum privilégio do ex-presidente Lula, e sim o direito que é de qualquer cidadão brasileiro", reiterou.

Sobre o recurso que visa reverter a condenação do líder petista a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP), Wagner diz que, "infelizmente, o TRF-4 deve rejeitar os embargos de declaração" previstos para serem apreciados na próxima segunda (26).

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