Política

Mário Kertész evita falar como candidato

Mas, durante entrevista histórica, revelou condições para disputar novamente a prefeitura

Publicado em 04/10/2011, às 19h17        Daniel Pinto

O apresentador Mário Kertész foi o convidado especial do Se Liga Bocão desta terça (4). O encontro foi transmitido simultaneamente pelas rádios Itapoan FM 97,5 e Metrópole 101,3. Logo de cara, o anfitrião Zé Eduardo quis saber detalhes sobre a possível candidatura a prefeito da capital baiana em 2012. “Não existe nada disso. Não tenho mais idade e nem saco para entrar numa aventura”, despistou.

Em seguida, falou sobre dois pré-requisitos para entrar na disputa pelo Thomé de Souza. “Posso ser candidato se houver um projeto consistente e, não, conversa fiada. Tem que ter proposta concreta para tirar a cidade do buraco. Segundo: que haja unidade entre os partidos que querem uma posposta diferente da de Nelson Pelegrino (PT). A cidade precisa de alguém que seja oposição, mas sente na mesa para dialogar com Wagner e Dilma”.

Ainda na mesma linha, Bocão quis saber se MK aceitaria ser vice de ACM Neto ou Antonio Imbassahy.  “Posso, sim. Por que não? Olhe, isso só começa a ser definido no próximo ano. Agora, estamos apenas no torneio início. Mas, se eles não vierem eu continuo onde estou. Qualquer prazer me diverte. O diabo é diabo porque é velho. Não me venha com mais pegadinhas não, viu. Porque se meu pai fosse mulher eu teria duas mães”.

Nos intervalos de uma pergunta e outra, o âncora da Metrópole contou “causos” e interagiu com ouvintes das duas emissoras. Pelo menos três deles fizeram apelos para que Mário Kertész se mantenha longe da política, descrita como “porcaria” e “mar de lama”.

Em outro momento, ele destacou a postura do radialista Raimundo Varela, que criticou o comportamento dúbio do governador Jaques Wagner em ser contra o horário de verão quando foi candidato e que agora, reeleito, mudou de opinião.  “Concordo com Varela. Lembro também que Wagner não defendeu o imposto da saúde durante a campanha”, emendou. Sobre o governo do estado, a maior critica foi para a política de Segurança Pública. “Acho até que ele tem se esforçado. Não à toa é a pasta com maior rotatividade. Já foram três secretários, se não me engano. Tem aí também as Bases Comunitárias. Mas, a insegurança ainda é um grande problema. Não adianta tentar resolver tudo e descuidar desta área. Temos, por exemplo, os roubos de carros e a saidinhas bancárias que acontecem sempre nos mesmos pontos. Como ninguém consegue resolver isso?”.

Quando o foco foi Salvador, Kertész também não poupou criticas à gestão João Henrique. “Ele é até boa pessoa, mas a cidade está acabada. Tudo sujo, descuidado ou inacabado. Veja aí a Barra, Pelourinho e Ribeira. O turista que chega aqui só tem uma opção: shopping. Quem chegar à prefeitura em janeiro de 2013 terá um grande trabalho pela frente. E o pior é que a cidade perdeu a auto-estima e o povo se entregou”.

Quase no final do bate-papo, o Dr. Mário - como é chamado carinhosamente pelos seus ouvintes - teve uma tirada bem peculiar ao ser questionado se escolheria uma mulher para compor chapa. “Esse negócio de escolher pessoa por gênero não cai bem. É o mesmo que chamar negão de afro descendente. Isso é coisa politicamente correta de americano. Para mim é negão mesmo”. 

Foto: Bocão News

Classificação Indicativa: Livre