Política

R$ 20 milhões para o Carnaval 2012

João Henrique pede R$ 4 milhões a mais que o ano passado

Publicado em 21/10/2011, às 13h40        Redação Bocão News


O prefeito de Salvador, João Henrique, lançou oficialmente o Carnaval de Salvador, na quarta-feira (19), e lá, além de ressaltar que o objetivo do evento é incrementar “a geração de emprego e renda no Carnaval, com a atração de novos investidores”, ele aproveitou para mexer com o bolso dos patrocinadores, anunciando o valor necessário para a realização da folia baiana, em 2012: R$ 22 milhões.

Em matéria publicada nesta sexta-feira (21), no Jornal A Tarde, soma´se à informação que o valor é R$ 4,4 milhões a mais que o conseguido no ano passado.

De acordo com o presidente da Saltur, Cláudio Tinoco, a capital paulista foi escolhida por representar 80% dos anunciantes da festa e 23% do fluxo de turistas nacionais. Logo atrás estão o Rio de Janeiro (14%) e Minas Gerais (8%). No entanto, do total de visitantes, apenas 1,2%  têm informações sobre o Carnaval e chegam à cidade por meio de agências.

Para justificar o valor do investimento, o prefeito aproveitou e ressaltou que a economia que gira em torno do Carnaval na terceira maior capital do país tem um impacto positivo em diversos setores, com uma geração de renda de cerca de 800 milhões de reais, afetando positivamente o turismo, em seus diversos nichos, a hotelaria, o setor cultural, restaurantes, vestuário e acessórios, comercialização de alimentos e bebidas e outra série de produtos e serviços.

Ainda de acordo com o jornal A Tarde, o material impresso entregue aos presentes davam o panorama da festa: 2 milhões de pessoas nas ruas; 550 mil turistas; 230 horas de transmissão de TV; R$ 60 milhões  em mídia e R$ 1 bilhão em negócios. “O mercado está aquecido pela grandiosidade e vantagens do Carnaval de Salvador.

Cabe agora sensibilizar os empresários”, disse Alexandre San Galo, um dos representantes do consórcio OCP/ Mago, responsável pela negociação das cotas desde 2009.

Para o próximo Carnaval, a prefeitura inova com a cota señior para o segmento de bebidas que não tem valor definido. As outras modalidades de cotas publicitárias são: a master, que aumentou de  R$ 3,4 milhões para  R$ 3,7 milhões, voltada para empresas do setor de energia e financeiro; a principal, que será de R$ 1,2 milhão – R$ 100 mil a mais que 2011- para as lojas de varejo como as de eletro-eletrônicos; e a de apoio, onde cada empresa deve gastar R$ 450 mil ( aumento de R$ 50 mil).

E já que se fala tanto em valores e investimentos, uma bomba foi antecipada pelo Bocão News no início da semana. A Schincariol, patrocinadora oficial do carnaval de Salvador desde 2000, deve perder o posto para a Ambev, principal concorrente e líder nacional no ramo de cervejaria. A negociação da cota gira em torno de R$ 4 milhões, Paulo Salum, representante do consórcio OCP/MAGO, responsável pela comercialização das cotas, afirmou à reportagem do Bocão News que só terá uma definição até esta sexta-feira (21).

A assessoria da Ambev se mostrou surpresa ao ser questionada sobre a possibilidade e não confirmou a informação. Como o lançamento oficial do Carnaval de Salvador será hoje, em São Paulo – pasmem, acredita-se que na oportunidade a informação será confirmada. A Ambev, que há muito namorava o carnaval de Salvador, se ganhar a parada, terá amplo espaço de atuação. Primeiro pela quantidade de público atingida, depois por contadas das ações que já promove como o Camarote e o bloco Skol.

Ao todo, o grupo OCP/MAGO comercializa seis cotas, categorizadas em Sênior, Principal e Apoio. Todas as marcas serão exibidas massivamente antes e durante a folia momesca. Tapumes, otudoors, busdoors e principalmente o tempo na TV atraem as marcas, que são divulgadas para milhões de pessoas em diversos países do mundo pela imprensa internacional e suas transmissões. Caso perca realmente o patrocínio oficial do Carnaval de Salvador, a Schin sairá enfraquecida no mercado nordestino e nacional, já que nos carnavais de São Paulo e do Rio de Janeiro a Brahma domina. A Schincariol, líder na Bahia, busca estratégias para reverter o cenário em outros estados do Brasil.

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