Política

Vereador diz que instabilidade política de João Henrique atrapalha relação

Imagem Vereador diz que instabilidade política de João Henrique atrapalha relação

Mesmo fazendo parte da bancada do prefeito, Heber Santana deu nota 6 ao chefe do Executivo

Publicado em 25/10/2011, às 08h54        Marivaldo Filho

Apesar de o PSC ser o único partido que continua na base do prefeito João Henrique desde o início do mandato, o presidente municipal da legenda, o vereador Heber Santana, confirmou durante o programa Se Liga Bocão, exibido às 18h desta segunda-feira (24), na Rádio Itapoan, que a relação com o Executivo Municipal não é boa. Segundo o edil, a instabilidade política do prefeito tem atrapalhado o diálogo com a Câmara Municipal.

“Todo mundo sabe que a relação é muito ruim. Mesmo fazendo parte da base, temos muitas críticas à administração do prefeito. Não votamos automaticamente em tudo que seja de interesse de João Henrique. Um exemplou disso é a CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar possíveis irregularidades na saúde. Já assinamos e assinaríamos quantas fezes fossem necessárias. Ajudamos ele a se reeleger quando ele tinha 68% de rejeição e nesse segundo mandato ele se distanciou muito”, afirmou Heber Santana.

Sobre o planejamento do partido para as eleições do ano que vem, o presidente municipal da legenda declarou o desejo de que o partido tenha uma candidatura própria para a prefeitura de Salvador. “Meu candidato a prefeito eu quero que seja do PSC. Acreditamos no nome de Eliel Santana (pai de Heber Santana). Mas ainda estamos amadurecendo essa ideia e conversando com os vereadores, para que tomemos a melhor decisão”.

Com a saída de Adriano Meireles do partido para tentar ser prefeito do município de Cairú, o PSC atualmente possui atualmente três representantes na Câmara Municipal de Salvador. Além de Heber, Paulo Magalhães Júnior e Alberto Braga compõem a bancada. O número de representações nos âmbitos municipal, estadual e federal já faz com que o líder municipal da legenda rejeite a denominação de “nanico” para o partido.

“O PSC não pode ser chamado mais de nanico porque assim porque tem se desenvolvido bastante. Somos um partido em crescimento. Hoje, ainda não podemos nos considerar um partido grande, de muita expressão, mas já ocupamos uma posição intermediária”.

Foto: Roberto Viana / Bocão News

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