Política

Governo promete pacote de nomeações; siglas indicam que, sem isso, podem atrasar reforma

Pedro Ladeira/Folhapress Painel
Como mostrou o Painel em abril, o governo ofertou estatais de porte regional a siglas que podem vir a formar sua base no Congresso  |   Bnews - Divulgação Pedro Ladeira/Folhapress Painel

Publicado em 19/06/2019, às 06h21   Painel, Folhapress



Para cumprir o cronograma dos sonhos do governo, que prevê a votação da reforma da Previdência na comissão especial semana que vem e no plenário da Câmara até a primeira quinzena de julho, a Casa Civil vai ter de acelerar a entrega de cargos a partidos de centro e centro-direita. As negociações não deslancharam porque o governo quer fazer todas as nomeações em pacote, mas a demora abriu espaço para disputas. A Codevasf, por exemplo, é alvo de queda de braço entre Câmara e Senado.

Presidentes de partidos de centro e integrantes da cúpula do Congresso dizem que o clima de desconfiança é mútuo e que “se o Planalto não entregar o que afiançou, ninguém vai votar no crédito”. Ou seja: sem a formalização das indicações, o andamento da reforma pode travar.

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Como mostrou o Painel em abril, o governo ofertou estatais de porte regional a siglas que podem vir a formar sua base no Congresso, além de emendas extras aos parlamentares que votarem a favor das novas regras de aposentadoria.

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