Política

AL-BA: "Não se pode ter acordo para imoralidades", diz Targino sobre contas de Rui

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Líder de oposição anuncia que grupo vai obstruir votações  |   Bnews - Divulgação BNews/Vagner Souza

Publicado em 13/08/2019, às 16h15   Eliezer Santos e Henrique Brinco



O deputado estadual Targino Machado (DEM), líder de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), justificou o motivo de não ter aceitado o acordo com o líder de governo Rosemberg Pinto (PT), para votar as contas do governo Rui Costa (PT) referentes ao ano de 2015.

"Não tem acordo nenhum. Não se pode ter acordo para imoralidades todas perpetradas nessas contas. Essas contas, em especial a de 2015, foi votada e tem 42 itens apontados no parecer pelo Tribunal de Contas do Estado. Isso é fato recorrente, que se repetiu em 2016, 2017 e 2018. Extravasou com os auditores, que nunca fizeram isso, protagonizando um protesto documentalmente. Então, não tem como [votar]", justificou ao BNews, na tarde desta terça-feira (13). 

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O oposicionista também afirmou que o grupo ao qual lidera deve votar pela rejeição das contas. Além disso, dois projetos travam a pauta de votação. São eles o PL 16.267/2007, que torna obrigatória a instalação de placas em braile contendo a relação das linhas de ônibus e seus itinerários nos terminais rodoviários do Estado, e PL 21.549/15, que dispõe sobre a criação do dia de conscientização e combate às doenças da glândula tireoide no Estado da Bahia. Targino anunciou que a oposição vai obstruir os dois projetos.

As contas de 2015, que seriam apreciadas hoje, tiveram 44 recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e receberam aprovação com ressalvas. Naquele ano os conselheiros apontaram problemas na divulgação de salários dos servidores, controle interno nas secretarias e risco em exceder o limite de gastos com pessoal. Já as contas de 2016, 2017 e 2018 só foram distribuídas para emissão de parecer na comissão no começo deste ano, respectivamente aos deputados Vitor Bonfim (PL), Zé Raimundo (PT) e Zé Cocá (PP).

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