Política

Conta da presidência da ALBA ainda não fecha: articuladores de Niltinho e Adolfo garantem ter maioria no Plenário

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Publicado em 08/01/2021, às 13h08    Divulgação    Redação BNews

A 24 dias da eleição para decidir o novo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o cenário segue indefinido. A única certeza do pleito é que hoje o sentimento é de polarização entre dois partidos da base do governador Rui Costa: PP e PSD. No entanto, as próximas duas semanas são decisivas para afunilar em torno de uma candidatura e marchar a caminho da unidade. As contas das duas siglas não batem.

Conforme apurado pelo BNews, o PP estimula ter 38 votos dos 63. Já o PSD diz que 35 estão com eles. Se fóssemos somar essas especulações daria 73 parlamentares - quase uma nova AL-BA.

PP tem nove deputados contra 10 do PSD. Apesar de ainda ter seu nome colocado na disputa, Samuel Junior (PDT) não deve manter a candidatura. O partido tem três deputados. Ao BNews, Samuel Junior disse que pode desistir em prol da unidade da AL-BA. O mesmo discurso foi repetido por Bobô (PCdoB). "Aguardando um pouco mais os movimentos. Somos a turma que quer a unidade", disse. A legenda tem quatro parlamentares, mas há um acordo recente, feita antes das eleições municipais do ano passado. Na ocasião, PP e PCdoB marcharam juntos no pleito em Salvador, e essa caminhada passou pela eleição da AL-BA.

Contatado pelo BNews, o líder do PT na Casa, Marcelino Galo, falou que a bancada votará para manter o acordo feito há dois anos, que teria carimbado a eleição de Adolfo Menezes (PSD) na Casa. O partido tem 11 parlamentares, a maior do Legislativo estadual baiano. No entanto, conforme apurado pelo site, o grupo deve não votar de forma unificada. Alguns membros da legenda tendem a votar em Niltinho (PP).

Um dos trunfos é a oposição, que hoje soma 18 deputados estaduais formalmente, mas na prática são 17, já que o deputado Tum vota com o governo. A tendência do bloco da Minoria é votar de forma singular em Niltinho, mas ainda não fechou questão. Segue em negociações.

Com cinco deputados, o PSB também não definiu apoio. O PSOL deve marchar sozinha, como tradicionalmente ocorre. PL e Avante, com um deputado cada, não se posicionaram.

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