Política

Lira se reúne com Bolsonaro em agenda extraoficial para tratar de deputado preso

Marcos Brandão/Senado Federal
Lira se manifestou por meio das redes sociais, onde afirmou que as instituições são permanentes  |   Bnews - Divulgação Marcos Brandão/Senado Federal

Publicado em 18/02/2021, às 11h19   Redação BNews



O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), se reuniu na manhã desta quinta-feira (18) no Palácio da Alvorada com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em um encontro fora da agenda oficial do Palácio do Planalto. Em meio aos assuntos tratados, em pauta, a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), fiel defensor do presidente, segundo apurou o Correio Braziliense.

Ainda durante visita na residência extra-oficial, Lira se manifestou por meio das redes sociais, onde afirmou que as instituições são permanentes, negando eventual crise entre os Três Poderes.

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“As instituições são permanentes. As instituições ficarão. Nesse sentido, não haverá nunca crise entre as instituições, sobretudo quando há a exata compreensão de que elas são maiores do que qualquer indivíduo. Todos, na vida pública, somos transitórios. E nosso maior dever, nossa maior missão, é ter a consciência de que nós não somos as instituições”, escreveu.

Conselho de Ética

Na última quarta-feira (17), a Mesa Diretora da Câmara anunciou que determinou a imediata reativação do Conselho de Ética e representou contra Silveira junto ao colegiado. O parlamentar foi preso na terça-feira (16) pela Polícia Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após publicar um vídeo com ofensas e ameaças contra os magistrados da Corte. Caso o Conselho de Ética conclua que houve quebra do decoro parlamentar, Silveira poderá enfrentar um processo de cassação de seu mandato.

Cara de poucos amigos

Na saída do Alvorada nesta quinta-feira, Bolsonaro parou para cumprimentar apoiadores, mas foi sucinto e não comentou sobre o encontro com Lira. Com semblante notadamente sério, ele rebateu um bolsonarista que o questionou se já havia escolhido um partido para se filiar. “Vai continuar curioso”, disparou.

Sem muita paciência, o presidente alegou que estava com pressa e que não tiraria fotos repetidas com os apoiadores. Por fim, em meio a elogios recebidos, o mandatário pediu a Deus ‘que continue tudo em paz’.

Desde a prisão do parlamentar, Bolsonaro não deu nenhuma palavra sobre a prisão. O silêncio, segundo uma fonte palaciana, deve-se ao fato de que o presidente foi aconselhado a não tomar lados, ao menos publicamente, sobre a questão. O temor do Planalto é de uma instauração de crise nos Três Poderes e que o posicionamento, a favor de um ou de outro, seja visto como uma interferência na decisão que cabe ao STF e à Câmara. Outro pano de fundo é que a medida em desfavor do parlamentar ocorre no momento em que o presidente pretende ter clima para votar suas pautas prioritárias.

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