Política

Otto Alencar joga água em plano de correligionários “famintos”

Imagem Otto Alencar joga água em plano de correligionários “famintos”
Presidente estadual do PSD não está tão interessado em maior participação na gestão estadual   |   Bnews - Divulgação

Publicado em 24/02/2012, às 19h02   Luiz Fernando Lima



O presidente estadual do PSD, Otto Alencar, voltou a negar que haja um movimento dentro do partido para ampliar o espaço dentro do governo Jaques Wagner (PT). De acordo com o vice-governador, ele tem acompanhado o assunto exclusivamente pela imprensa.

“Até o momento, sendo muito sincero, ninguém me procurou para tratar disso. Nenhum prefeito, deputado estadual ou federal. Caso venha a acontecer não terei problema em levar o assunto até Wagner.

Otto defende que a participação do PSD na base do governador independe de maior ou menor participação na gestão estadual. “Até porque o meu estilo de trabalho, dentro da minha casa política que é a casa da aliança que sustenta o governador Jaques Wagner, a postura é de não brigar por espaço com ninguém”.

O presidente da legenda acumula o cargo de secretário de Infraestrutura, pasta observada de perto por muitos aliados de Wagner, principamente por proporcionar interação  com os municípios. No entanto, para Otto, o objetivo é “tocar a minha vida. Acho que todas as secretarias devem atender bem a todos os deputados da base e os da oposição em alguns casos. Este é o caminho”.

O argumento é o mesmo do governador quando questionado sobre a entrada e saída de ministros baianos na gestão da presidente Dilma Rousseff.

Eleições 2014

Em diversos cenários traçados para as eleições majoritárias de 2014, o nome de Otto Alencar aparece como eventual candidato forte na cabeça da chapa. Contudo, ele nega que esteja pensando nisto, ao contrário deste prognóstico, Otto prefere deixar o jogo correr solto.

“Nunca sonhei com isso (ser governador). Isso é destino. Wagner veio do Rio de Janeiro para assumir o governo da Bahia. Tem gente aqui na Bahia, filho de ex-governador, filho de ex-senador, filho de vice-governador, que desde que tinha calça curta dizia que ia ser governador e não foi até hoje. Ai toma porrada. Pode pegar e ver a lista que ela é grande. Então, para mim, isto é destino. Eu não trabalho nesta direção. Eu trabalho para ser um bom secretário de Infraestrutura e ponto”, concluiu.

Foto: Edson Ruiz // Bocão News

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)