Política

Capitã Cloroquina, secretária do ministério da Saúde será ouvida na CPI nesta terça (25); acompanhe

Leopoldo Silva/Agência Senado

Publicado em 25/05/2021, às 08h00    Leopoldo Silva/Agência Senado    Victor Pinto

Depois de uma semana agitada com depoimentos dos ex-ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Eduardo Pazuello (Saúde), nesta terça-feira (25) a CPI da Pandemia, no Senado Federal, retoma os trabalhos. Dessa vez a ouvida pelo senadores membros da comissão será a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida popularmente como Capitã Cloroquina. O apelido se vale pela sua defesa aguerria pela utilização do medicamento como tratamento precoce da Covid-19. 

O depoimento de Mayra, na condição de testemunha da CPI, acontecerá a partir das 9h. 

A Capitã conseguiu, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), um habeas corpus preventivo, baseado no mesmo pedido feito por Pazuello com o mesmo objeto, que lhe garante o direito de permanecer em silêncio se for questionada sobre fatos ocorridos entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, período que coincide com a crise de falta de oxigênio nas UTIs de Manaus.

Ela é ré em ação por improbidade administrativa após denúncia feita pelo Ministério Público Federal do Amazonas e o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, entendeu por bem lhe conceder o direito de ficar calada. 

Foram cinco os senadores que requereram a participação da Capitã Cloroquina no colegiado. Foram eles: Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Rogério Carvalho (PT-SE) e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL). 

A argumentação utilizada por eles na apresentação do requerimento ver pela notoriedade de Mayra como defensora de um "tratamento precoce" com medicações sem nenhuma comprovação efetiva contra o coronavírus. Os parlamentares querem mais informações sobre a aquisição e distribuição de comprimidos de cloroquina pelo Ministério da Saúde, inclusive para Manaus e para o estado do Amazonas, que tiveram colapso no sistema de saúde no início deste ano, culminando com a falta de oxigênio nos hospitais. 

Outro assunto que deve permear as discussões será a criação de uma plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde, o TrateCov, recomendando o uso de cloroquina no combate à covid-19. Pazuello argumentou, na sua ida a CPI, que houve uma falha e o aplicativo nunca fora lançado. O que vazou foi por causa de ação de hacker. 

Com informações da Agência Senado

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