Os deputados estaduais do PT, tanto os eleitos quanto os da bancada atual, se reuniram na manhã desta quarta-feira (17) para decidir qual será o posicionamento do bloco na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa para o biênio que começa em 2011. Este foi o terceiro encontro da bancada em duas semanas para discutir a próxima legislatura.
Entre os itens da resolução dos petistas vale destaque para a condição estabelecida de que, independente, de quem seja o candidato apoiado pela bancada, este vai ter que se comprometer com a mudança do regimento da Casa, além de acabar com a reeleição consecutiva e com o voto secreto.
Em conversa com a reportagem do Bocão News, na última terça-feira (16), um parlamentar da base do governo garantiu que o postulante a presidência da AL vai ter que assinar um documento e tornar pública a condição de não concorrer à reeleição. “Vamos trabalhar para que isto (a condição) seja divulgado à exaustão para que não haja manobra no futuro”, afirmou.
A declaração remonta o cenário da primeira candidatura do atual presidente Marcelo Nilo (PDT), que para conseguir o apoio do governador Jaques Wagner (PT) teria assumido o compromisso de não concorrer à reeleição, mas que não cumpriu. E ainda contou com o apoio de Wagner para chegar ao segundo mandato.
Para outros deputados consultados pela reportagem deste site, as definições sobre
Mesa Diretora, bem como as composições das Comissões Permanentes devem ficar para o inicio do ano mesmo. No entanto, os parlamentares que ambicionam os cargos vão continuar buscando as condições para vencerem as disputas.
Voltando à reunião petista, nos bastidores o que corre é que os deputados da legenda vão manter o foco nas atividades legislativas que precisam ser retomadas com velocidade, já que muitos projetos precisam ser apreciados ainda este ano.
De acordo com Zé Neto, o foco da bancada de seu partido é colocar em
votação todos os projetos que estão na pauta.
No mais, a resolução dos petistas ainda prevê que a bancada vai unificada para disputa dos cargos no legislativo e que o PT pode ter candidato próprio à presidência ou apoiar algum da base aliada. O que não representa nenhuma novidade.