Política

CPI vai ingressar no STF contra abertura de inquérito da Polícia Federal

Leopoldo Silva/Agência Senado
PF negou que os vídeos do depoimento de Pazuello e de outras sete pessoas encaminhados à CPI tenham sido editados  |   Bnews - Divulgação Leopoldo Silva/Agência Senado

Publicado em 04/08/2021, às 20h44   Redação BNews



A CPI da Pandemia vai ingressar com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para trancar inquérito instaurado, nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal para apurar o "vazamento de depoimentos" enviados à CPI. 

Fabiano Contarato (Rede-ES), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Humberto Costa (PT-PE) classificaram a medida como uma tentativa de “intimidação” e acusaram o governo de uso político da PF. O presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que a CPI tomará outras medidas cabíveis. 

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"Os vazamentos antes de a gente ter esses vídeos já estavam há muito tempo saindo em meios de comunicação, já era de conhecimento da imprensa, e até então não houve nenhuma iniciativa da Polícia Federal de tentar investigar quem estava vazando de dentro da Polícia Federal. Então, o presidente desta Casa será comunicado pela CPI do que está ocorrendo, nós não vamos permitir — disse, lembrando também que a CPI tem a prerrogativa de decidir o que deve ou não ter caráter sigiloso", declarou Omar.

A PF abriu investigação para apurar o possível vazamento de depoimentos de investigados em dois inquéritos sobre a vacina Covaxin, sendo um deles sobre suposta prevaricação do presidente Jair Bolsonaro. 

A decisão foi comunicada após reportagem do portal "Metrópoles" apontar que a PF enviou à CPI da Pandemia um vídeo do depoimento de Eduardo Pazuello, feito na semana passada, com cortes nas citações a Bolsonaro e ao deputado Luis Miranda, denunciante de suposto esquema envolvendo a compra da vacina Covaxin. 

A PF negou que os vídeos do depoimento de Pazuello e de outras sete pessoas encaminhados à CPI tenham sido editados. "O alegado corte mencionado pela imprensa ocorreu em razão do término das perguntas pela autoridade policial. As alegações defensivas do depoente, embora não estejam gravadas, foram registradas por escrito e igualmente encaminhadas na íntegra", disse.

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