Política

Deficiente visual, deputado repudia fala capacitista de ministro e apoia nome de Eduardo Leite à presidência

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Publicado em 26/08/2021, às 20h18    Pablo Valadares/Câmara dos Deputados    Redação Bnews

O deputado federal Felipe Rigoni (sem partido-ES) repudiou nesta quinta-feira (26), em entrevista ao programa BNews Agora, da Piatã FM, as declarações na última semana do ministro da Educação, Milton Ribeiro, de que escolas comuns não podem conviver com alguns tipos de deficiências. 

“[A fala é] Um absurdo, inimaginável. Todos os países desenvolvidos fizeram movimento de inclusão das pessoas com deficiência nas escolas comuns. Nós aprovamos na Câmara dos Deputados uma moção de repúdio e vamos chamá-lo para dar explicações” , afirmou.

Rigoni, que é deficiente visual, afirmou que sempre estudou em instituições regulares. “Queria pedir ao ministro que pergunte a algum de meus colegas de escola se eu prejudiquei o ensino deles em algum momento. Você precisa ter professores preparados, ter estrutura, tudo isso precisa ser feito. Uma inclusão da maneira correta.”

O parlamentar tratou ainda sobre as eleições de 2022. Para ele, um segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro é prejudicial ao Brasil. Rigoni apoia o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), como uma terceira via ideal para a presidência.

“Acho o nome de Lula para 2022 um retrocesso. Aliás, se tivermos um cenário Lula vs Bolsonaro faremos o inverso do que precisa ser feito no Brasil, que é desfazer as tensões. Nenhum país cresce com as relações políticas estremecidas. Sou um adepto e trabalho pela chamada terceira via. Existem vários nomes, mas Eduardo Leite é o mais preparado, na minha opinião. Um excelente governador, o melhor do Brasil”, avaliou. 

Rigoni, que deixou o PSB em 2021 após conflitos com o partido, afirmou que ainda não decidiu para qual legenda irá, mas que conversa com o PSDB. “Irei para um partido de centro e o PSDB é um dos que estou conversando, mas não bati o martelo ainda.”

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