Política

Para Lídice, “não faltou cena patética” na manifestação bolsonarista; Freixo fala em pressão para impeachment 

Câmara Federal

Publicado em 08/09/2021, às 11h00    Câmara Federal    Victor Pinto

A deputada federal Lídice da Mata, presidente do PSB da Bahia, utilizou das redes sociais para comentar as manifestações de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na terça-feira (7), feriado da Independência do Brasil. A socialista chamou as imagens que viu de “cenas patéticas” ao também citar a tietagem bolsonarista a Fabrício Queiroz, acusado de fazer parte de esquema de rachadinha com a família do presidente. 

“A cena mais patética do 7 de setembro foi a turma “anticorrupção” fazendo selfie com o Queiroz. Aliás, não faltou cena patética nesta terça-feira”, comentou. 

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Lídice também se posicionou contra a edição da medida provisória (MP) que altera o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e regras de moderação de conteúdo e de perfis em redes sociais. A íntegra do texto foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (6). Para os oposicionistas, o texto é um salvo conduto para propagação das fake news. 

“Não há emergência que justifique essa MP. O presidente edita claramente uma medida para se beneficiar, pois ele e vários apoiadores são investigados pela disseminação de notícias falsas”, disse a socialista baiana que é relatora da CPMI das Fake News. 

“Não se deve confundir liberdade de expressão com a impunidade em ataques às pessoas, à democracia e à Constituição. Defendo que a Câmara rejeite ou derrube essa MP”, completou.

IMPEACHMENT - O deputado federal do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, do mesmo partido de Lídice da Mata, também através das redes sociais se manifestou contra a mobilização do presidente da República. "O presidente agiu hoje como um rato acuado”, publicou ao reproduzir uma fala durante entrevista a CNN. 

Mais cedo, escreveu: “Cheguei em Brasília e vamos botar pressão total pelo impeachment! Em breve Bolsonaro e os filhos terão que aprender a jogar dentro das quatro linhas do xadrez”.

O expediente no Congresso foi suspenso, conforme anúncio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A medida acontece após decisão dos líderes que pretendem dar uma resposta as falas do presidente que, segundo relatos de senadores e deputados, “flertaria com o golpe” e promove a “desarmonia constitucional”.

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