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Boulos pede demissão de Paulo Guedes após revelação de offshore

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Publicado em 03/10/2021, às 19h52    Reprodução/Twitter    Redação BNews

Guilherme Boulos, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSOL, pede a demissão de Paulo Guedes do cargo de ministro da Economia, após a revelação de que o economista mantém uma empresa em paraíso fiscal, mesmo após assumir a função.

“Não contente em destruir a economia, devolver o país ao mapa da fome, ele conseguiu lucrar com isso”, disse ao site Poder360. “Em qualquer governo sério, Paulo Guedes estaria demitido depois de um escândalo como esse”.

O caso foi revelado pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, na sigla em inglês), que contou com a colaboração de veículos de comunicação brasileiros, a exemplo do próprio Poder360.

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“É escandaloso que o ministro da economia esteja dos 2 lados do balcão, além de poder ser um crime pelas suspeitas de movimentação no exercício do cargo”, afirmou Boulos.

Ainda de acordo com a investigação, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, também manteve offshores mesmo após assumir o cargo em 2019. Ambos afirmam terem declarado à Receita Federal, porém, há sinais concretos de que o banqueiro respeitos as normas vigentes, enquanto Guedes não quis declarar a respeito.

Congressistas de oposição ao governo Bolsonaro querem convocar o ministro para explicar se o economista fez investimentos na offshore que mantém em um paraíso fiscal, enquanto esteve à frente da pasta. 

Entenda

O ministro da Economia, Paulo Guedes, mantém uma empresa em paraíso fiscal mesmo após integrar o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no início de 2019.

De acordo com a investigação, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, também manteve offshores mesmo após assumir o cargo em 2019. Ambos afirmam terem declarado à Receita Federal, porém, há sinais concretos de que o banqueiro respeitos as normas vigentes, enquanto Guedes não quis declarar a respeito.

O ministro da Economia mantém sua empresa aberta, mas não respondeu ao Poder360 de maneira direta se fez alguma movimentação, e, se fez, qual foi a natureza dessas operações. Já Campos Neto fechou uma de suas companhias 15 meses depois de ter assumido o comando do BC. O banqueiro afirma não ter feito também nenhuma remessa de recursos nem investimentos com os recursos lá depositados. 

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