Política

Educação: saída de Soares abre crise

Publicado em 22/11/2010, às 11h51   Redação Bocão News



Servidores da Secretaria de Educação de Salvador estão neste momento reunidos em frente à sede da secretaria numa manifestação pacífica em favor do secretário Carlos Soares, que pediu afastamento do cargo após ter seu nome envolvido em desvio de verbas do projeto Projovem. Os servidores dizem não acreditar no envolvimento de Soares nas denúncias e atestam ser ele uma pessoa íntegra.

Às 15 horas, os servidores prometem ir para a porta da prefeitura para pressionarem o prefeito João Henrique a se posicionar. "Não podemos admitir o silêncio do prefeito", diz o presidente do Conselho de Educação de Salvador, William Góes, para quem o secretário Soares está sendo vítima de uma injustiça. "Conheço Soares desder o tempo de colégio. Temos embates por questões pedagógicas e administrativas, mas não creio que ele seja capaz de práticas ilegais", assinala Góes.

Os servidores vão bater com a  porta na cara, já que o prefeito tem encontro marcado às 14h30min com o governador Jaques Wagner para tratar de assuntos referentes a Copa do Mundo de 2014 e o verão baiano. A reunião será a portas fechadas e a imprensa não terá acesso.

Enquanto servidores e políticos se manifestam em favor do ex-secretário Carlos Soares, a posição do prefeito João Henrique, de quem Soares é amigo pessoal, é de silêncio total. O secretário pediu afastamento do cargo na noite de sexta-feira (19) e até hoje o prefeito sequer anunciou se o pedido foi aceito.

Também não se tem notícia de quem ocupará a vaga aberta com a exoneração de Soares. Há especulações dando conta que o superintendente da Sucom, Cláudio Silva, que já foi titular da Educação, voltaria à pasta. Mas até o momento, não há confirmação. A reportagem tentou contato com o superintendente, sem sucesso.

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