Política

Só se fala em 2011 na Assembleia

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O assunto do momento é a Mesa Diretora, o resto fica para a próxima  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 24/11/2010, às 08h02   Luiz Fernando Lima



Não é apenas a disputa pela presidência da Mesa Diretora que está na ordem do dia na Assembleia Legislativa da Bahia. Apesar dos holofotes estarem voltados para o cargo maior do legislativo, os partidos já estão articulando a ocupação das outras vagas da diretoria, além das composições das comissões temáticas, menina dos olhos de muitos parlamentares que buscam visibilidade.

As lideranças dos blocos partidários e da ala governista e da oposição também serão disputadas a ferro e fogo a partir de janeiro entre os membros de cada um. No caso da minoria um dos nomes que surge com força é o do deputado João Carlos Bacelar (PTN) que, apesar de negar que já haja movimentação nesse sentido, coloca seu nome como um dos possíveis candidatos a sucessão de Heraldo Rocha (DEM).

“Nós devemos colocar um dos nossos parlamentares do PTN para está disputa sim. O líder da oposição será um dos principais responsáveis pela estruturação da democracia na Bahia, porque não pode existir democracia sem oposição. Se você não tem uma oposição que fiscalize, que critique os governos, por mais bem intencionados que seja o líder, neste caso o governador, a tendência é que posições totalitárias ou personalistas sejam adotadas”, avalia.

A análise de Bacelar é a mesma de outros legisladores de oposição. Questionado sobre se o seu nome estava cotado para assumir a vaga Bacelar desconversou. “Eu acredito que sim, eu já fui vice-líder duas vezes, mas até em respeito ao trabalho de Heraldo Rocha só vamos ter esta discussão em janeiro, até porque a oposição saiu com 21 deputados das urnas, mas não sabemos se esse número vai aumentar ou diminuir quando começarem os trabalhos”.

Para Bacelar, o mais importante neste processo é que as Comissões Temáticas saiam fortalecidas, compostas por parlamentares atuantes, que toquem os trabalhos com mais seriedade do que os atuais, que segundo ele, estão atuando de modo vergonhoso.

“Infelizmente, eu tenho que criticar publicamente duas comissões da casa: a de Segurança Pública que não funciona e a de Reparação que funciona, mas não se posiciona”, afirma. Questionado sobre o fato de que as comissões são formadas por deputados da base governista e da oposição, Bacelar garante que o governo é que tem a maioria e que, portanto, deve se mobilizar para que haja quórum. “A Assembleia está perdendo este importante espaço de ser mediadora de conflitos na sociedade”, lamenta Bacelar.

Classificação Indicativa: Livre

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