
Com o pedido de licença da presidência nacional do PMDB do vice-presidente eleito, Michel Temer, as possibilidades de Geddel Vieira Lima assumir o comando da legenda foram adiadas. Com o afastamento, o cargo de Temer passa automaticamente para o vice, Valdir Raupp (RO), e as próximas eleições internas só acontecerão em 2012.
O interesse do ex-ministro da Integração Nacional em assumir uma posição de destaque na direção nacional do partido foi noticiado pela reportagem do Bocão News na última terça-feira (7). Naquela oportunidade, Geddel afirmou que não está pleiteando ministérios ou cargos do segundo escalão, mas que estaria à disposição do partido para participar da cúpula da legenda. Isto seria possível se ao invés de se afastar, Temer escolhesse renunciar.
Com a renúncia, novas eleições internas seriam convocadas em, no máximo 60 dias.
Na verdade, o candidato derrotado à sucessão estadual já se prepara para a próxima disputa ao Governo do Estado, que acontecerá em 2014. Até lá, muita água vai correr por baixo da ponte. O mais provável, é que o deputado federal eleito, Lúcio Vieira Lima (PMDB), atualmente presidente da legenda na Bahia, abra caminho para que o irmão volte para o comanda regional da legenda.
Nacional
Em entrevista à reportagem da Agência Brasil o sucessor de Temer, Raupp minimizou as insatisfações dos correligionários quanto à distribuição de pastas de Dilma Rousseff. De acordo com ele, nos dois primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o PMDB ficou de fora da equipe ministerial, “nem por isso deixou de cumprir sua missão”.
Raupp ressaltou que, com seis ministérios no futuro governo, não será agora que o partido deixará de garantir o apoio de que a presidenta eleita precisará no Congresso. “A Dilma conta com o PMDB e continuará a ter nosso apoio”, afirmou.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também negou que haja insatisfação no partido com os cargos que ocupará no primeiro escalão do próximo governo. “Acho que o PMDB está satisfeito. Desde o início tenho dito que cabe ao presidente do partido, Michel Temer, conduzir as conversas. Ele ouviu as bancadas na Câmara e no Senado e foi uma longa negociação”, disse.
Foto: Edson Ruiz // Bocão News