Política

O verdadeiro pai do metrô de Salvador

Publicado em 10/03/2017, às 14h05   Cíntia Kelly*



Se a população bem soubesse o poder que tem não comeria o ‘h’ dos governantes. Quem é o pai do metrô? O povo. Afinal, é quem paga imposto e enche a burrinha dos cofres públicos de dinheiro.

Enquanto isso, brigam prefeitura de Salvador, governo federal e estadual pela paternidade do ‘ex-metrô-calça-curta’. Pois bem. Briguem. Se matem [não leve essa ideia à sério]. Mas terminem a obra parada desde a gestão do hoje ministro Antonio Imbassahy (PSDB).

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Foram quase 20 anos para o metrô funcionar.  A prefeitura, sob o comando de ACM Neto (DEM), abriu mão de arrecadar imposto quando passou a responsabilidade da obra para o governo do estado, capitaneado por Rui Costa.

O petista, por sua vez, fez as transações necessárias com a União, com Dilma Rousseff ainda na presidência, para conseguir dinheiro. Essa é a engrenagem.

O metrô de Salvador sempre esteve no rol dos grandes escândalos. Enquanto o dinheiro corria solto, a obra estava parada. Até 2013, seis quilômetros de linha do metrô haviam consumido R$ 1 bilhão.

Agora, que o chamado jocosamente de ‘ferrorama’ está nos trilhos e vem transportando milhares de pessoas por dia, brigam ACM Neto e Rui Costa para ver quem, ao final das contas, leva a melhor em 2018, quando ambos deverão rivalizar nas urnas.

Ser pai da maior obra de mobilidade da capital não é nada mal, tendo em vista 20% do eleitorado do Estado. O problema nessa picuinha é que a gente sabe que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade, como disse Joseph Goebbels,  ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista.

Por isso, você, que lê este artigo, deveria repetir como mantra: eu sou o pai do metrô.

Cíntia Kelly é jornalista da editoria de política do Bocão News

Classificação Indicativa: Livre

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