Publicado em 05/01/2011, às 16h21 Redação Bocão News
Desde que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou o valor do novo salário mínimo, fixado em R$540, manifestações contrárias ao pipocaram em toda a imprensa nacional. O PDT do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, inicialmente queria R$ 560, depois aumentou para R$ 580, possível para em uma negociação chegar ao primeiro valor
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Parlamentares do PMDB, principal aliados da nova presidente, Dilma Rousseff, já no primeiro momento se declararam contrários ao mínimo estipulado por Lula. A recente distribuição dos ministérios e dos cargos de segundo escalão agora entram na pauta, e, segundo ventilado na mídia nacional, lideranças peemedebistas insatisfeitas ameaçam boicotar os petistas já na primeira votação do novo governo.
Contudo, o vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, afirmou nesta quarta-feira (5) que o valor do salário mínimo será discutido pelo PMDB no Congresso, mas que só será votado o quer for possível para o Tesouro Nacional. "O PMDB disse que vai discutir no Congresso, mas que só vai votar o quer for possível para o Tesouro. O PMDB não vai votar contra o governo", disse Temer.
As negociações para fechar o acordo em torno do salário mínimo estão apenas começando. Na última terça (4), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo vai vetar qualquer aumento superior ao estabelecido por Lula.
No entanto, nesta quarta outro ministro de Dilma, Garibaldi Alves, previdência, declarou que favorável a um reajuste maior que os R$ 540. O peemedebista disse que o PMDB e o governo precisam "sentar numa mesa" para definir um valor que não coloque em risco as contas públicas --ao admitir que um reajuste mais alto pode sobrecarregar a "situação financeira" do país.
"O melhor seria sentar numa mesa Executivo de um lado e Legislativo do outro e tentarmos encontrar uma solução que, admito, diante da palavra de Mantega, que não pode ir muito adiante, infelizmente, dos R$ 540. O partido, como qualquer outro partido, vai lutar em qualquer situação pela melhoria do salário mínimo, cada um no seu papel", afirmou.
Apesar do aparente clima beligerante, líderes dos dois partidos negam qualquer possibilidade de rompimento entre as legendas.
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