Política

Mistério marca o adiamento da assinatura do acordo do metrô

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Vereadores, deputados e secretários demonstraram dúvidas sobre o cancelamento do evento   |   Bnews - Divulgação

Publicado em 09/04/2013, às 19h12   Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)



Quando parecia que a novela do metrô estava nos últimos capítulos com a oficialização do acordo para a operação do equipamento, que seria assinado na tarde desta terça-feira (9), na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, mais uma polêmica aguçou o imaginário de vereadores, deputados estaduais e federais, e titulares de pastas no âmbito municipal e federal. Enquanto todos esperavam o governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto para assinar o documento, chegou a notícia:  a cerimônia não ia mais acontecer.

A justificativa oficial do Governo do Estado deu conta de que a Procuradoria Geral do Estado e a Procuradoria Geral do Município não chegaram a um entendimento e alguns ajustes no contrato ainda estavam sendo estudados. Uma nova data deverá ser acertada para a assinatura do acordo.
Extraoficialmente, o clima foi de uma grande dúvida entre os parlamentares e gestores. Ninguém sabia ao certo o que, de fato, teria impedido a assinatura. Em uma conversa flagrada pelo Bocão News entre um vereador democrata e outro petista o clima foi evidenciado. “Agora tem uma grande interrogação na cabeça de todos nós, né?”, questionou o democrata ao petista que respondeu balançando a cabeça de forma afirmativa.

Mesmo com evidentes interrogações sobre o real motivo da não assinatura do acordo, os líderes minimizaram o ocorrido e garantiram que o pacto para a operação do metrô continua valendo.

“Tenho a certeza de que nada mudou e o acordo será firmado nos próximos dias. Apenas ajustes técnicos precisam estão feitos para evitar o clima de insegurança jurídica”, declarou o deputado estadual Zé Neto (PT), líder da bancada de Jaques na Assembleia.

Na mesma linha o líder de ACM Neto na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Joceval Rodrigues (PPS), demonstrou otimismo na concretização do pacto. “A duas procuradorias estão fazendo os últimos ajustes no contrato a fim de evitar algum futuro problema jurídico”, disse Joceval, que alegou saber que havia o risco de a solenidade não acontecer. “Ainda tínhamos a esperança de concretizarmos ainda esta tarde, mas eu já tinha sido avisado que isso poderia acontecer”, completou.

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Se Joceval Rodrigues sabia, esqueceram de avisar ao prefeito de Lauro de Freitas, Marcio Paiva, que compareceu à solenidade achando que iria, enfim assinar o pacto. “Não sei o que ocorreu. O problema foi com Salvador porque, pela parte de Lauro de Freitas, está tudo acertado”, alegou.


O vice-líder da bancada de ACM Neto na Câmara, o vereador Léo Prates (DEM), apesar de também destacar a importância de acertar todos os detalhes jurídicos, ao Bocão News, resumiu o sentimento geral. “A gente lamenta porque esperava que fosse concretizado hoje. Se tudo ainda não estava pronto, por que não marcaram a assinatura do acordo para a próxima semana”, questionou o vereador Léo Prates.




Acordo

A ação é fruto de um pacto entre petistas e democratas, que após desentendimento sobre o valor da tarifa de integração do metrô, conseguiram agradar a gregos e troianos. O município exigia que o governo repassasse R$ 1,40 e o estado oferecia R$ 0,95. Ao final do encontro ficou definido o valor R$ 1,10. Este era o principal ponto de discussão entre os envolvidos para viabilizar o início da operação do sistema metroviário na capital baiana.

Em nota, o Governo afirma que "o programa requer um conjunto de questões técnicas e jurídicas que as Procuradorias Gerais do Estado (PGE) e do Município de Salvador (PGM) ainda estão detalhando. Tão logo as questões sejam equacionadas, assegurando segurança jurídica e institucional aos termos do acordo, será marcada uma nova data para a assinatura do programa".

Reforçando a tese de Ivanilson Gomes, Maurício Trindade disse também que “contamos com o apoio da população nessa luta e iremos chorar no pé dos empresários para ver se conseguimos contratar guardas particulares e jardineiros até que o adotante seja oficializado”.

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Tags metrô acordo

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